Celular dobrável: novas tecnologias que não param de despontar

celular dobravel

A antes hipotética tecnologia do celular dobrável já é realidade. Há alguns anos, mesmo depois de os dispositivos móveis já serem indispensáveis às sociedades, poucos acreditavam. Somente bons analistas de tendência tecnológica apostavam que ele estaria entre nós antes de 2025, 2026.

Pois ele chegou. E esses mesmos analistas tecnológicos garantem que, em breve, apenas uma dobradura já estará obsoleta. Afinal, se uma foi possível, duas ou três também será. Aliás, um dos fabricantes já está produzindo celular dobrável em terço, ou seja, em três partes.

Entretanto:

  • Quais seriam as utilidades de um celular dobrável?
  • Por que os fabricantes lutaram tanto para ganhar a corrida pelo primeiro deles?
  • Há diferenças nas funcionalidades para com os não dobráveis?
  • Seria apenas questão de status e vaidade?

Há pouco menos de uma década, a empresa coreana Samsung mencionou que trabalhava num protótipo de modelos dobráveis. Com isso, o mercado produtor entrou em polvorosa briga por lançar antes. Certamente, os beneficiados com essa corrida foram os próprios consumidores.

Afinal, a corrida permitiu que uma série de outras possibilidades se realizasse. Assim, o que antes parecia coisa de futuro – futuro mesmo – começou a se desenhar nas expectativas dos aficionados por tecnologia de comunicação móvel.

Celular dobrável – necessário ou dispensável?

homem segurando celular dobrável nas mãos
Ainda não há como determinar a necessidade de um celular dobrável.

Claramente, ainda é muito cedo para oferecer qualquer previsão ou até mesmo lampejo de previsão sobre o futuro do celular dobrável. Em verdade, os próprios “experts” em mercado não estão muito dispostos a oferecer suas opiniões. Bem, não que o futuro seja incerto, mas, sim, “estranho”.

Por outro lado, segundo nossas pesquisas informais perante visitantes e amigos, o julgamento sobre a funcionalidade de um celular dobrável está meio a meio. Ou seja, parte diz que vai ser interessante assistir a vídeos em tela maior no aparelho; parte igual diz que isso é irrelevante.

De qualquer maneira, parece que o resultado desse julgamento tem a ver com fisiologia etária. Isto é, os dispositivos móveis são muito mais operáveis por jovens. A faixa etária mais avançada também tem entrado no mercado, como a gente já teve chance de comentar por aqui, em celular para idoso.

Entretanto, o uso que os dois mercados – jovens e idosos – fazem do smartphone é diferente. Enquanto um tem o aparelho como diversão e entretenimento, o outro prefere mais como instrumento de contato e interação. Nesse caso, o tamanho da tela é fator preponderante mais para o primeiro grupo que para o segundo.

Ou seja, os jovens vão requerer um celular dobrável para, ao aumentar o tamanho da tela, assistir a vídeos e brincar com seus games. Nesse caso, gostariam de ter um aparelho com tela maior. Porém, esse mesmo mercado (de jovens) detém indivíduos cuja capacidade fisiológica de visão está em dia. Nesse sentido, diz que usam seus aparelhos com tela normal de maneira bem agradável. Ou seja, o tamanho seria irrelevante.

Celular dobrável – algumas vantagens

sequência de 2 celulares dobráveis mostrando como dobram-se
Existem algumas vantagens que um celular dobrável pode trazer.

Parece haver expectativas bem diferentes entre si em relação a dispositivos dobráveis. Algumas são meio, diga-se, pessoais; outras se mostram mais práticas. As primeiras vão desde a sensação psicologicamente agradável de se ter um celular dobrável à experimentação de ter um aparelho futurista. As segundas vão justamente ao encontro do ato de ter uma tela maior.

O tamanho em si da tela

O celular dobrável dispõe de uma tela grande em um formato pouco menor do que um tablet. De certa maneira, isso é bom para momentos em que você queira ter uma experiência mais imersiva e mais intensa enquanto assiste a vídeos pelo aparelho. Ou, ainda, quando joga ou lê livros e artigos.

A sensação de magia no celular dobrável

Segundo outra pesquisa informal, desta feita organizada por outra empresa, a geração atual encara a evolução tecnológica de forma em natural. Afinal, seu dia a dia é feito justamente por esses avanços e, portanto, seus cérebros vão se adaptando espontaneamente. Ou seja, as surpresas têm impacto pequeno em seu comportamento.

Por outro lado, ainda há um fator mágico forte. Posto que as gerações estão substituindo os contos de fada por situações da tecnologia, a mente dos jovens continua a buscar o caráter fabular, hilário, misterioso dessas situações.

Nesse cenário, abrir um aparelho de telefone e duplicar seu tamanho se mostra surpreendente, meio “Os Jetsons”*. Esse sentido mágico embutido nos conceitos tecnológicos, segundo aquele estudo, ainda é uma constância na relação indivíduo-smartphone.

Contatar instantaneamente um parente no outro lado do mundo, interferir num vídeo, decidir a que horas vai ler um texto “que não existe na realidade” ainda tem efeito misterioso na mente humana. Aumentar o tamanho da tela com apenas um movimentar de dedos também.

Interessante: The Jetsons foi uma série em desenho produzida por Hanna-Barbera. Exibida entre 1962 e 1963 nos EUA, veio para o Brasil pela TV Excelsior. Tendo como tema a “Era Espacial”, permanece no imaginário popular associado ao futuro da humanidade com carros voadores, cidades suspensas, trabalho automatizado, robôs como criados etc.

Multifuncionalidades no celular dobrável

Além de tudo, uma tela dupla possibilita ação em multitarefas. Assim, o celular dobrável torna real ver vídeos e, ao mesmo tempo, conversar no WhatsApp e ainda procurar passagens aéreas. E isso, claro, em tela dividida em três.

Como você sabe, o Android já suporta essa funcionalidade em muitos modelos de celular não dobrável. Contudo, tudo indica que, no dobrável, será muito mais fácil em tela maior.

Abertura para inovação

Aqueles mesmos analistas alegam que a tecnologia do celular dobrável vai incentivar inovações. Afinal, os fabricantes vão em busca de outros e melhores recursos de multitarefa adaptadas a mais softwares para aproveitar esse recurso.

Há quem diga que até mesmo o mercado de tablets se reaqueça. A visão de tela maior do celular dobrável pode impulsionar a “nostalgia” dos consumidores em relação ao bom e velho tablet.

Além disso, a questão de inovação ou de adaptação de softwares atuais está ligada à espessura do celular dobrável. Os usuários vão aceitar naturalmente essas novas dimensões por conta da lógica – pelo menos é o que se espera. Assim, a falta de espaço interno para outras funcionalidades vai ser vencida.

Exemplo dessa possibilidade já foi apresentado juntamente com o protótipo mencionado acima mostrado pela Samsung. Nele, uma bateria dupla aumenta consideravelmente a vida útil da carga durante uso contínuo. Ou, ainda, instalação de 6 câmeras potentes.

Variação no visual

Paralelamente a tudo isso, os dispositivos dobráveis certamente vão incentivar a criatividade dos engenheiros e designers. Assim, visuais ainda mais arrojados, futurísticos e ergométricos podem estar a caminho.

Ou seja, em relação ao designer da estrutura dos aparelhos, o mercado pode estar voltando à época dos telefones fixos. Bem, certamente não referente àquelas formas – ainda bem -, mas em relação à liberdade de criação. Afinal, venhamos e convenhamos, naqueles tempos, havia uma variedade enorme de modelos e formatos, além de cores e sons. Já o smartphones parecem não permitir nada novo em termos de visual.

Celular dobrável – algumas desvantagens

celular dobrável da samsung
O celular dobrável pode também trazer desvantagens.

Bem, a maioria dos usuários com quem a gente conversou é a favor desses novos dispositivos dobráveis. Afinal, evolução é uma das marcas da ciência como um todo; em relação às ciências tecnológicas, deixa de ser marca e passa a ser essência, prioridade, necessidade.

Segundo os fabricantes, a tecnologia permite passagem normal e perfeita das imagens e cenas durante a abertura ou fechamento da tela. Contudo, a demonstração a que muitos especialistas tiveram acesso parece não ter mostrado esse eficiência toda. Por outro lado, é possível que, da demonstração até o lançamento, essa condição tenha realmente evoluído.

A espessura

Por conta da Física, o celular dobrável precisa de mais espaço interno para alocar todas as peças. E, ainda, é necessário incluir o mecanismo de movimento de fechamento e abertura. Isso significa que há duas telas sobrepostas.

E significa também que, certamente, o aparelho vai ser mais espesso. E isso pode ser um agravante no senso de manuseabilidade dos usuários. Ou seja, o mercado se habituou a esperar smartphones cada vez mais finos. Acostumado à fácil manuseio, talvez demore um pouco para se adaptar.

Funcionalidade dos tablets

Segundo o levantamento, os usuários estão meio reticentes na questão da produtividade comparável entre o celular dobrável e os tablets. Em verdade, os dobráveis podem ter excelentes funções, mas a usabilidade ainda não se mostra tão adequada quanto à daqueles aparelhos.

Nos tablets, diversas operacionalidades são muito mais efetivas. Exemplo disso são planilhas eletrônicas. Além disso, a introdução de dados em textos, ações sobre imagens etc. são bem comprometidas no celular dobrável enquanto se tornam bem fáceis nos tablets.

Celular dobrável – realidades e expectativas

homem segurando nas mãos celular dobrável da Motorola Razr
O celular dobrável da Motorola Razr parece não ter decepcionado o mercado.

A Motorola retomou o projeto de seu icônico telefone Razr. Parece que o aparelho não decepcionou. Apresenta nova tela flexível com perfil incrivelmente fino. De forma geral, o celular dobrável já está transformando a indústria de tecnologia e isso vai se estender pelos pelos próximos anos.

Também a Samsung – como a gente comentou acima – e Huawei anunciaram entrada nesse novo mercado. Além disso, outros fabricantes de telefones também já estão preparando entrada ou, no mínimo, são alvo de rumores de que a iniciativa esteja em andamento.

Ainda por conta de previsão dos analistas mencionados no início deste artigo, esses dobráveis atuais indicam o que está para chegar em futuro breve. O próprio gigante americano Google promete todo empenho e comprometimento em fornecer suporte Android.

Isso significa que você pode aguardar novos modelos para muito logo. Veja abaixo o que já existe e o que ainda é promessa.

Motorola Razr

Segundo a empresa, o “Motorola Razr é um celular dobrável como você nunca viu antes”. É quase certo que a esmagadora maioria das pessoa não viu mesmo. Afinal, o conceito é novo no mercado.

A linha Razr tem sido o ícone da empresa. Seu design elegante e perfil fino são destaque no universo dos celulares. A Lenovo, ao adquirir a Motorola (você se lembra disso… foi em 2014), gerou diversos boatos que chegaram à mídia sobre um modelo dobrável.

A informação só foi confirmada com vazamento de dados sobre registro de patente feita três anos depois. Posteriormente, não podendo mais negar, um executivo da empresa relatou os reais planos de investimento.

Então, os inícios de 2020 estão ditos como data de lançamento. Possui tela de 6,2 polegadas, Android 9 Pie, uma câmera de 16 megapixels e um leitor de impressões digitais.

Samsung Galaxy Fold

Já disponível, custa por volta de 8 mil reais. Possui tela secundária de 4,6 polegadas, que também é capa. A abertura é do tipo “livro” e chega a 7,3 polegadas. Além disso, há 6 câmeras de alta performance.

Trata-se do celular dobrável mais conhecido porque foi anunciado há tempos, ainda na fase de projeto. Assim, quando os pedidos começaram a “pipocar”, a capacidade de produção se esgotou em pouco tempo.

Contudo, o modelo enfrentou problemas iniciais, o que, de certa maneira, é comum. Porém, a mídia passou a relatar como quebra de tela, oscilações e abaulamentos. Depois de muitas sessões nos laboratórios de pesquisa, os problemas foram solucionados.

Há informações, aliás, de que esse modelo não é o único no qual a Samsung está trabalhando. Parece que há mais dois outros dobráveis que estão na mira da coreana. Um deles tem dobradura vertical e o outro, dobradura interna (ou seja, uma parte entra na outra em vez de saltar para fora).

Nubia Alpha

Nubia é empresa vinculada à chinesa ZTE que, de certa maneira, aprimorou a ideia de celular dobrável. Ele envolve o pulso do proprietário como se fosse um smartwatch. A tela flexível de 4,01 polegadas se apresenta bem simpática no braço, o que, por outro lado, pode ser muito chamativo segundo opinião de alguns leitores deste site.

O controle é feito por gestos e o aparelho como um todo é resistente à água. Um dos problemas que precisam ser solucionados pela empresa se relaciona com a quantidade de aplicativos associáveis, que é bem baixa.

Huawei Mate X

Esse dispositivo já está disponível, mas apenas na China por enquanto. E também já suporta tecnologia 5G, sistema quatro vezes mais rápido que o 4G. As telas são de 6,6 polegadas quando fechada e de 8 polegadas quando abertas.

O preço ainda é alto, mas a promessa do fabricante é que caia em 1 ano. E isso serve para todas as marcas. Afinal, a própria Huawei já confirmou que há modelos seus a caminho com preços bem menores.

Apple e Google

Os dois gigantes americanos solicitaram registro de patente de seus respectivos celulares dobráveis. O fato criou expectativas enormes no mercado, mas ainda não resultou em efetividade em qualquer das duas empresas.

A Apple vem buscando registro de suas ideias sobre celular dobrável desde 2011; já o Google tem minuta de registro desde 2018. Certamente, por serem gigantescas, qualquer movimento dessas empresas em qualquer direção resulta em alerta do mercado e comichão nos concorrentes.

Ocorre que o Google tem mais chances de sair na frente por conta de suas parceiras de longo tempo. Afinal, ao fornecer sistemas operacionais para os grandes asiáticos e europeus, certamente mantém expertise para desenvolver seus próprios dobráveis.

Entretanto, tudo ainda é expectativa e não realidade.

Então é isso. Como foi visto, o celular dobrável já está no mercado, não exatamente à disposição no mercado brasileiro, mas está. A evolução do conceito ainda é incerta, mas há promessas interessantes.

Você, leitor, já teve contato com algum dispositivo dobrável? Já teve essa sensação? Como foi? Conte pra gente na área de comentários logo abaixo.

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