Celular mais caro do mundo: Recursos incríveis ou status social?

celular mais caro do mundo

Este artigo tem um caráter sociológico. Afinal, a própria existência de um celular mais caro do mundo já é indício de comportamento coletivo estudável. Estudável, não criticável; estudável, não questionável.

Então, você talvez se pergunte “o que uma análise comportamental está fazendo num site sobre tecnologia da informação e sobre smartphones?”. A resposta é simples: especialistas de mercado avaliam que a esmagadora maioria dos instrumentos tecnológicos atende a necessidades mais psicológicas que propriamente práticas do mercado.

Claro, essa visão – que alcança o celular mais caro do mundo – não se refere a aparelhos tecnológicos hospitalares nem a instrumentos de controle de trânsito, por exemplo. Mas alguém precisa mesmo de um dispositivo móvel banhado a ouro? Ou que consiga filmar a Lua?

Assim, este artigo trata sobre esse tipo de comportamento de mercado. E você vai se interessar por isso, com certeza. Afinal, você pode estar representado nele. Não exatamente como consumidor inconsciente e, sim, como divulgador de boas práticas consumistas.

Além de celular mais caro do mundo, você conhece outros objetos que, por seu preço, merecem destaque no mercado?

Celular mais caro do mundo: observação prévia

celular mais caro do mundo
O celular mais caro do mundo seria difícil determinar nos dias de hoje.

Qual seria a necessidade de haver um celular mais caro do mundo? Uma resposta possível seria “porque quem o tiver recebe admiração e é considerado especial”. Ou seja, o proprietário detém aura de status elevadíssima. Entretanto, houve um tempo em que o próprio fato de se ter um celular já era motivo de destaque.

Foi na chegada do aparelho ao Brasil. Antes disso, porém, um estudo qualquer sobre celular mais caro do mundo precisa considerar os primeiros celulares. Assim, é possível identificar a força dos atuais dispositivos em termos de status.

Se você pensar no celular mais caro do mundo hoje, certamente o valor será verdadeiramente irrisório diante do Motorola DynaTAC 8000X. Foi um dos primeiros – se não o primeiro – aparelhos a ser vendidos no mundo, em março de 1984. O preço girou em torno de 4 mil dólares. Considerando a inflação dos EUA de lá para cá, esse valor seria hoje em torno de 10 mil dólares.

Ou seja, mais de 40 mil reais. Bem, um bom iPhone “normal” hoje custa mais ou menos 8 a 10 mil reais. Nesse cenário, o celular mais caro do mundo foi o primeiro a ser vendido. Por outro lado, já perdeu esse posto, como você vai ver logo abaixo.

Celular mais caro do mundo – uma surpresa

Estranhamente, a ideia de “aparelho telefônico portátil” surpreendeu o mercado, mas de maneira contrária. Ou seja, não surpreendeu. A surpresa em si ficou por conta dos idealizadores, que esperavam aceitação imediata por parte do mercado. Contudo, havia alguns problemas que o tempo fez resolver.

O peso chegava perto de 1kg (800g). O comprimento era maior que o de uma régua escolar (33cm) e a largura e espessura eram de também consideráveis – quase 5cm e quase 10cm respectivamente. A carga da bateria durava menos de uma hora depois de o aparelho ficar mais de 10 horas ligado à tomada.

Ou seja, o celular mais caro do mundo servia apenas para que a classe mais abastada ostentasse seu poder financeiro, já que, na prática, não era eficiente em nada.

Nesse cenário, a surpresa negativa aconteceu porque a único conceito sobre “mobilidade” que o mundo conhecia estava associado a automóveis. E suas variáveis, como moto, lancha, bicicleta etc. Então, após análise mais profunda, os analistas foram dando dicas indiretas aos fabricantes para conseguir evolução.

Celular mais caro do mundo no Brasil

Ele ficou conhecido – aliás até hoje – como “tijolão”. Afinal, não havia mesmo outro termo para identificar o aparelho. Trata-se do Motorola PT-550. Surgiu primeiro no mercado do Rio de Janeiro e, com o sucesso, passou a ganhar outros mercados no país.

Esse modelo já era um pouco “mais avançado” que o inicial. Pesava menos de meio quilo e o comprimento era menor que o da régua escolar. E a bateria também era … digamos… “mais evoluída”: durava pouco mais de 2 horas em uso e pouco mais de 15 horas em modo de espera.

O preço apenas do aparelho quase chegava a 800 cruzados novos, que era a moeda da época. Juntamente com o valor da linha, podia custar mais de 1200 cruzados novos. Considerando o valor do salário mínimo de então (janeiro de 1990) que era de NCz$ 1.283,95, tem-se ideia do valor.

Deve-se levar em consideração, porém, que a oferta de crédito a bens de consumo da época era extremamente difícil. Isso se dava em função do sistema de controle de economia de então. Nesse caso, ter um aparelho telefônico móvel era mesmo demonstração de grande poder aquisitivo.

Bem, com tais informações, agora a ideia de um celular mais caro do mundo fica mais assimilável. E compreensível. Ou seja, trata-se de questão de imagem pessoal, de prazer de ostentação. Ainda nos dias atuais.

Celular mais caro do mundo: aspectos psicológicos

celular mais caro do mundo sobre um caderninho de anotações
Ter o celular mais caro do mundo é como sinônimo de status social e posses.

Gideon Lasco é médico e antropólogo americano. Sua especialidade é “saúde coletiva, cultura e sociedade”. Seu artigo “The smartphone as status symbol” foi publicado há 04 anos (estamos em 2019) e analisa a importância dos dispositivos móveis na vida da sociedade atual.

Já no começo, o estudioso questiona: “O smartphone é o símbolo de status do nosso tempo?” Lasco menciona uma ocasião que viveu quando estava ensino médio. Seus colegas gostavam de sacar seus Nokia 3310S a fim de ouvir música alta no recreio.

Por seu lado, o futuro médico “tinha que se contentar” com um Ericsson – e “se contentar” é expressão importante nesse contexto. Anos depois, em tom de brincadeira, Lasco descreveria aquele aparelho como grande o suficiente para ser bastão de um segurança.

Os telefones evoluíram de lá para cá, ou seja, em pouquíssimos anos, adquirindo mais funções e, especialmente, adequando as dimensões. E isso foi até o lançamento do iPhone em 2007. Esse – que pode ser um celular mais caro do mundo – se tornou o smartphone icônico.

Celular mais caro do mundo e seu simbolismo

Lasco gosta de mencionar o iPhone por conta de suas características e de uma frase de Steve Jobs, o fundador da Apple, que produz o aparelho. As características são base para se o celular mais caro do mundo; a frase é “Não é apenas uma ferramenta de comunicação, mas um modo de vida”. Era uma profecia.

O episódio que o antropólogo viveu o fez pesquisar sobre o significado do celular na vida das comunidades. Certamente, seus estudos passaram pelo fato de existir um celular mais caro do mundo. Já em 2003, um estudo de uma equipe turca identificou que “status” era a motivação mais forte entre jovens para possuir um celular.

O estudo se desenvolveu entre 630 pessoa. Dez anos depois, um levantamento global mostrou uma postura social interessante. Mais de 60% dos homens e quase 40% das mulheres imaginam que um aparelho celular seja o primeiro item a ser notado nas pessoas.

E por que essa percepção é importante?

Qual é a necessidade de se divulgar estudos sobre o significado de um celular? E, especialmente, de um celular mais caro do mundo? Bem, o celular em si – não exatamente o celular mais caro do mundo – é procurado por pessoas de todas as classes sociais.

Para os mais abastados, o aparelho representa a aura de poder social, não apenas financeiro. Há casos estranhos em relação a isso. Entre 2015 e 2017, houve registro de muitas situações que chegaram à beira do absurdo. Em diversas discussões, discutidores “mostram seus aparelhos” e dizem algo mais ou menos como “olha o meu celular e olha o seu… acha que pode comigo?”.

Os menos abastados economizam seu salário por meses apenas para comprar um telefone melhor. Contudo, essa busca desenfreada por um aparelho melhor – não necessariamente o celular mais caro do mundo – não acontece porque ele é altamente eficiente.

A busca acontece porque ele é mais caro que o anterior. Por outro lado, ao contrário de um automóvel, a maioria das pessoas pode comprar um aparelho celular. Ou seja, o status que o cidadão não consegue obter por meio do carro ou de uma casa enorme é conseguido – ou sentido – por meio do aparelho celular.

Questões socioeconômicas

Nesse cenário, o fato de o dispositivo móvel se espalhar pelos mercados pode dar impressão errada. Ainda que não seja o celular mais caro do mundo, pode induzir que seja algo como um “equalizador socioeconômico”. Entretanto, há uma conta financeira a ser observada.

Enquanto, para os ricos, os telefones não custam nada se comparados a seus outros bens, aqueles com menor poder aquisitivo vão pagar muito mais pelo aparelho. Ou seja, os menos abastados precisam abrir mão de muitos prazeres e até mesmo necessidades na vida para conseguir o tão desejado aparelho.

Afinal, por ser símbolo de status, dá aparência de igualdade, mesmo quando obscurecem as desigualdades entre as diferentes pessoas que as possuem.

Por outro lado, há pessoas no mundo que buscam maior destaque dentro do universo já destacado. Ou seja, não basta que seja o celular mais caro do mundo. é preciso um belo estojo de couro (a capa Karlito para iPhone 6 da Fendi é vendida por US $ 600).

Há iPhones remodelados com caixas de ouro e platina. Em 2014, um empresário chinês encomendou um iPhone 5 de US $ 15 milhões, com um diamante preto de 26 quilates no botão home.

Celular mais caro do mundo: status X funcionalidades

possível celular mais caro do mundo no braço do sofá
O celular mais caro do mundo pode também trazer funcionalidades que agregam valor.

Mas é plenamente possível alegar que o reconhecimento de um smartphone como símbolo de status não significa negar sua utilidade. Ou, ainda, seu valor agregado, como as câmeras e a internet, por exemplo. Afinal, normalmente, o preço de um smartpohone – ainda que represente o celular mais caro do mundo – precisa ser compatível com a oferta de funcionalidades.

Ou, então, o mercado como um todo vai rejeitar o aparelho. Bem, pelo menos a parte do mercado considerada “comum”. A parte “incomum” nem vai ler as especificações do aparelho durante o ato da compra. Tudo o que precisa é saber que o preço é inatingível para a maioria das pessoas.

Assim, fica reflexão: “a escolha de um aparelho que a gente faz é impulsionada pela função ou pela moda?” Ou seja: “a gente compra um smartphone por necessidade ou do desejo?”

De qualquer maneira, o consumidor menos preocupado com a natureza e com o meio ambiente faria a si mesmo tais perguntas? isso porque a compra de um celular interfere no meio ambiente por diversos motivos que não vêm ao caso agora.

Celular mais caro do mundo – normais e anormais

exemplo de celular mais caro do mundo
Existem exemlos de aparelho ceular mais caro do mundo normais e anormais.

Produtos que representam o poder sociofinanceiro de seus proprietários estão no mercado desde muito tempo. Sociedades europeias dos séculos XVI em diante que o digam. A imagem de uma pessoa era marcada pelos bens que possuía.

De certa maneira, essa postura se mantém até os dias atuais. Há alguns anos, um “bon vivant” brasileiro provocou algazarra na mídia ao divulgar que enterraria, como funeral mesmo, seu carro caríssimo no quintal de sua mansão. Outro bilionário tupiniquim mantinha um veículo de alguns milhões de dólares na sala de seu “palacete” à guisa de decoração.

Os exagerados

Assim, ser proprietário de um smartphone que pode ser considerado o celular mais caro do mundo é sonho de muitos.

Falcon Supernova iPhone 6

Esse dispositivo é feito de ouro 24 quilates com diamante rosa incrustado em sua estrutura externa. Tem revestimento de platina. Quanto a funcionalidades, não se pode dizer que seja fantástico. O que tem como diferencial é poderosa proteção contra invasores virtuais.

Pertence à esposa do homem mais rico da Ásia, o empresário indiano Mukesh Ambani. Nita Ambani, a esposa, tem em mão nada mais nada menos que 200 milhões de reais (pelo câmbio atual de 4,21R$ por dólar). Ou seja, é o valor do prêmio de uma mega sena de fim de ano no Brasil.

iPhone 4S Elite Gold

O segundo celular mais caro do mundo foi idealizado e produzido por Stuart Hughes, designer de Liverpool, Inglaterra. Trata-se de um dos nomes mais conceituados no mundo da arte de luxo.

Esse smartphone possui moldura feita à mão, na qual há 500 diamantes de pureza impressionante. Somados, chega a mais de 100 quilates. A logomarca do produto se encontra na traseira e é desenhada em ouro 24 quilates, além de apresentar 53 diamantes.

O próprio botão “home” é um diamante de quase 9 quilates. O diferencial desse modelo é um diamante extra de pouco mais de 7 quilates. Serve para substituir o de quase 9 quilates em caso de perda.

O estojo é feito em platina sólida. O fabricante garante que as peças do estojo são polidas e totalmente de osso de dinossauro T-Rex original. Além disso, também dispõem de pedras do nível de opala, quartzo rutilo, charoite, peitersita.

Quem quiser possuir um desse modelo pode preparar mais ou menos 40 milhões de reais. Porém, caso você queira um mais em conta, o designer dispõe de um iPhone 4 Diamond Rose por 32 milhões de reais.

Os normais

Mas talvez você queira conhecer o celular mais caro do mundo no universo dos “normais”. Veja.

  • Iphone XR: trata-se do que a Apple considera um “smartphone mais acessível”. Custa por volta de 5 mil reais
  • Samsung Galaxy S10: o excelente desempenho desse dispositivo eleva seu valor a quase 7 mil reais
  • iPhone XS MAX: a Apple garante que esse modelo é a versão “premium” da linha XS. O preço é 8 mil reais
  • Samsung Galaxy Fold: a fantástica usabilidade desse aparelho, com sua tela ampliável a até 7,3 polegadas, talvez justifique o valor de 9 mil reais
  • Huawei Mate X: é um aparelho dobrável, mas é sua funcionalidade que, segundo a fabricante, faz o preço chegar a 10 mil reais

Então é isso. A significância de celular mais caro do mundo é mais profunda que simples questão de tendência de mercado. Ele precisa associar valor a funcionalidades. No então, esse mesmo mercado nem sempre se preocupa com a segunda característica.

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