Ligação internacional: Como fazer e economizar nas tarifas

ligação internacional

Boa parte das pessoas tem distorcido algumas situações por conta de análise preconcebida. Uma delas se refere à ligação internacional feita por celulares. Dizem alguns que quem faz ligações internacionais não precisa se preocupar com valores, com créditos, com o boleto do pós-pago.

Essa análise está baseada na ideia de que somente pessoas abastadas ligam para parentes e amigos no exterior. Ledo engano! A globalização aliada à avanços tecnológicos têm permitido que todas as classes sociais viajem, se relacionem e/ou tenham negócios no exterior.

Portanto, ligação internacional deixou de ser preocupação de algumas classes sociais. E há muito tempo. Afinal, a própria internet em si tem ampliado o fluxo de criação de novas relações, novas amizades, novos negócios.

Então, a questão do valor do boleto do pós-pago, isto é, o valor em si da ligação internacional deve, sim, ser preocupação de todos.

Por outro lado, não sendo profissional da área de telecomunicações, pode ser que você outra dúvida: “o que acontece quando se digita um DDI?”.

Vamos ver isso agora.

Curioso: você vai ver abaixo que uma das processos para se fazer ligação internacional é por cabo submerso nos oceanos. O primeiro cabo com objetivo de comunicação foi instalado no leito do Atlântico em 1866. Servia para envio de sinais telegráficos entre Terra Nova – ilha a noroeste do Oceano Atlântico – e a Irlanda.

Ligação internacional: mecânica técnica

É possível fazer ligação internacional barata.
É possível fazer ligação internacional barata.

Dados estatísticos recentes mostram que há mais aparelhos celulares no Brasil que propriamente brasileiros. Ou seja, muitas pessoas por aqui têm mais de um celular. Isso significa milhões e milhões de ligações diárias.

Assim, se houvesse uma maneira de apresentar visualmente linhas imaginárias dessas ligações reais sobre o mapa do país, não daria para ver nem um palmo do território. Quanto a eventual gráfico de ligação internacional, a “coisa” não seria muito diferente.

O desenvolvimento das tecnologias em geral proporciona situações incríveis – especialmente o das telecomunicações. Com toda certeza, você está com um aparelho de telefone na mão agora, seja ele fixo ou móvel. E é grande a chance de estar em vias de fazer uma ligação internacional.

Como a gente disse acima, a globalização e a ciência tecnológica juntas permitem isso. Às vezes, não apenas permitem, mas obrigam.

E, na prática, como isso acontece?

Ligações por telefone fixo

Da mesma maneira que usamos a imaginação acima para vislumbrar as linhas imaginárias da ligação telefônica, vamos usá-la para acompanhar o processo. Sendo telefone fixo, certamente ele está conectado a uma rede telefônica.

Siga mentalmente o fio. Ele vai levar você até a tomada na parede. Avance mais um pouco e vai chegar a um cabo externo que, por sua vez, pode estar ligado a um poste, a uma caixa de distribuição ou estar soterrado.

Este segue até a central da companhia telefônica que, nesse momento, se vincula a uma central ainda maior por meio também de cabos físicos. Bem, esse processo constitui a rede geral. Afinal, isso acontece com seus vizinhos da rua, do bairro, com seus conterrâneos etc.

É essa rede geral que vai possibilitar que voz trafegue pelos cabos quando você liga para alguém por meio de telefone fixo. E que, do mesmo jeito, a voz desse alguém chegue até você.

Ligações por telefone móvel

De certa maneira, o raciocínio inicial da mecânica das ligações por telefone móvel é o mesmo que o das por fixo. Contudo, para ter visão ideal sobre ela – a mecânica – você também precisa usar a imaginação.

Assim, imagine que os fios e cabos das ligações sejam “invisíveis”, ou seja, ondas magnéticas de rádio ou via fibra. Pronto! O processo está completo. Esses “fios não vistos” ligam seu aparelho móvel à central de telefonia celular mais próxima, normalmente instalada em torres.

Cada uma dessas torres é chamada “célula” de um sistema muito grande e complexo, daí o nome da tecnologia ser “telefonia celular’. Essa central deve estar conectada por aparelhos ultrassensíveis a uma central maior e esta a uma rede telefônica.

Ligação internacional: vai vendo a complexidade

A ligação internacional é de quaidade em quase todos os continentes.
A ligação internacional é de quaidade em quase todos os continentes.

E vendo também os avanços. Usando ainda a imaginação, pense no trabalho que deu para se ligar dois continentes. E isso foi em meados do século passado, 1956. São milhares e milhares de extensão de cabos físicos levados sob as águas dos oceanos.

Bem, toda essa imaginação vai precisar ser mais forte quando a gente lembrar que há obstáculos submersos. Fossas, montanhas, areia, animais etc. Foi exatamente assim que tiveram início as possibilidades de se fazer uma ligação internacional.

Em 1956, a tecnologia da época ligou a Escócia ao Canadá pela primeira vez. Esse cabo tinha capacidade para conduzir 36 circuitos telefônicos. Menos de 10 anos depois, em 1964, foi a vez de o Japão se conectar via cabo ao Havaí. Nesse caso, já era mais do triplo de circuitos possíveis.

Ligação internacional do coaxial à fibra ótica

Os cabos acima mencionados eram do tipo coaxial, ou seja, possuem várias camadas concêntricas de condutores e isolantes. Via de regra, esses condutores eram à base de cobre e alumínio. A tecnologia usada para fabricação é tanto complicada quanto custosa.

Tal tecnologia avançou a ponto de os últimos cabos coaxiais terem capacidade para comportar até 4200 circuitos de voz. Certamente, isso facilitou sobremaneira o aumento de ligações simultâneas interoceânicas. O último instrumento desse tipo foi transposto em 1976.

Entretanto, já nos anos 80 – ou seja, por volta de 30 anos depois do primeiro cabo coaxial -, descobriu-se a eficiência da fibra óptica. O primeiro desse tipo tinha capacidade para mais de 40 mil fluxos/refluxo de voz concomitantes e entrou em operação em 1988.

A “coisa” não parou por aí. Atualmente, já cabos de fibra ótica submersos em profundas águas oceânicas com mais de 200 milhões de circuitos telefônicos.

Instalação dos cabos

Esses longos condutores de voz humana são alocados no leito dos oceanos. Ou seja, não são soterrados ali. Eles vão acompanhando a superfície em direção ao destino, seguindo os altos e baixos. Certamente, são revestidos dos mais resistentes materiais a fim de suportar uma série de situações perigosas que podem resultar em rompimento ou dobradura.

Contudo, já próximo às costas terrestres, onde há grande movimento de barcos, esses cabos são protegidos por caixa sólida. Normalmente, são de concreto. Elas são instaladas em trincheiras construídas por máquinas operadas via controle remoto.

Assim, não há riscos de rompimento por ação inadvertida de pescadores.

Ligação internacional por satélite

Há outra maneira de sua voz chegar a outros países. Inclusive transoceanicamente. E são até mais custosas que o sistema via cabo coaxial ou ótico, ainda que mais eficiente. Trata-se do sistema via satélite.

Ele se opera por meio de ondas de rádio também. Estas se chamam microondas. A complexidade inerente, inclusive, é um tanto maior. Afinal, tais ondas trafegam pelo ar somente em linha reta, diferente dos cabos que podem se curvar quando necessário.

Nesse caso, a estação receptora que vai assimilar o sinal com a voz humana deve estar acima da superfície do Planeta. Assim, a curvatura da Terra não permite ligação direta entre regiões diametralmente opostas. Dessa maneira, os satélites funcionam como “espelhos redirecionadores” de sinal.

Ligação internacional: calculemos

Voltemos à imaginação. Imagine que um satélite esteja instalado a pouco mais de 35 mil quilômetros na atmosfera sobre o Brasil. Nele, há aparelhos receptores/emissores de sinais, chamados transponders. O satélite é programado para acompanhar a velocidade de rotação da Terra, no que se chama órbita estacionária.

Nesse caso, como a Física explica (dois corpos à mesma velocidade constante estão tecnicamente estacionados um em relação ao outro), vai estar “parado em relação à região do país”. Além disso, ele vai “ver” – ou seja, cobrir – mais ou menos um terço do território brasileiro. Outros satélites estão colocados sobre outras regiões do Planeta com a mesma função.

Assim, havendo ligação do Brasil para, por exemplo, Singapura, serão usados tantos satélites quantos necessários para que o sinal se mantenha sobre a superfície. Assim, ele chega ao destino.

Complexo? Complexíssimo.

Delay na ligação internacional

A extensão dos feixes de ondas pode chegar a 70 mil quilômetros, o que é equivalente a pouco menos de duas voltas ao Planeta. Essas ondas mantêm a velocidade da luz. Nesse caso, era de se esperar que a voz humana chegasse ao destino no lado oposto da Terra nesse tempo.

Porém, é preciso lembrar que ela – a voz – deve “galgar degraus”, ou seja, se deslocar de satélite em satélite. Nesse cenário, há o chamado “delay”, ou seja, um atraso nessa caminhada. Isso significa que pode haver certa confusão na conversação, pois o silêncio do “delay” leva um dos dois pontos a falar sobre a voz do outro.

Por outro lado, isso já não acontece nas ligação internacional por cabo de fibra ótica submerso. Como a conexão é direta, o espaço de tempo entre emissão e recepção da voz é tão mínimo que não é percebido.

Portanto, caso você tenha curiosidade de saber se uma ligação internacional está sendo produzida por satélite ou fibra, atente-se ao “delay”. Havendo, é por satélite. Contudo, a opção por satélite ou cabo é feita na dependência da disponibilidade da operadora. O consumidor não tem como decidir.

O primeiro satélite para ligação internacional

O Intersat 1 é o primeiro satélite que permitiu fazer ligação internacional.
O Intersat 1 é o primeiro satélite que permitiu fazer ligação internacional.

Ele se chama Intersat 1 e é apelidado de “Early Bird”. Foi lançado em 1965, sendo o primeiro satélite geoestacionário comercial. Saiu de operação muito tempo depois. Enquanto isso, claramente sua capacidade era bem limitada em relação aos aparelhos atuais.

Podia transmitir ou circuitos telefônicos (240) um circuito de TV por vez e simultâneos. Já os aparelhos mais contemporâneos são mil vez mais eficientes em telefonia e até 5 vezes mais em canais de TV.

Por muito mais melhorias

Claramente, como se pode perceber acima, o sistema é altamente complexo. Entretanto, nós, consumidores finais, queremos mais é saber dos resultados. E de valores. E, a contar por levantamentos de confiabilidade e eficiência, os resultados são mais que satisfatórios.

Afinal, mesmo ligação internacional feita das e para as regiões mais distantes são muito mais produtivas que de alguns anos atrás (obviamente, guardadas as devidas necessidades de paciência). As melhorias são perceptíveis tanto em termos de qualidade quanto de valores.

Ligação internacional: como fazer e economizar

É possível economizar fazendo ligação internacional.
É possível economizar fazendo ligação internacional.

Como você sabe, a operação de ligação internacional é chamada Discagem Direta Internacional – DDI. Os países são identificados por convenção internacional a partir de dois dígitos. O código do Brasil, por exemplo, é 55.

Assim, a chamada internacional precisa que o código do país seja informado já no início da discagem. Dessa maneira, o sistema automático direciona o sinal imediatamente para o país referenciado.

Convém lembrar, contudo, que uma ligação internacional precisa de outras informações para ser completada. Afinal, os países são divididos, via de regra, em regiões – no caso do Brasil, em estados. A operadoras telefônicas costumam codificar também tais regiões.

Então, uma ligação entre essas regiões internas nos países é chamada de
Discagem Direta à Distância – DDD
. Portanto, os dígitos de uma ligação internacional compõem grupos específicos:

  • 00 – Identificação de ligação internacional
  • ZZ – Identificação da operadora local (à escolha do usuário)
  • YY – Código do país
  • WW – Código da região
  • nX – número individual

Importantíssimo: a inclusão do código da operadora significa obviamente que a chamada vai ser administrada pela companhia identificada. Isso significa também que é preciso atentar aos valores praticados por ela. Ou seja, cada uma tem sua própria política de preços.

Ligação internacional sem telefone

Ainda é possível fazer ligação internacional sem telefone.
Ainda é possível fazer ligação internacional sem telefone.

Pelo menos não necessariamente com telefone. Isto é, é possível fazer chamadas internacionais via notebook ou tablet. Até mesmo via PC ou TV. Nesse caso, a ligação é sempre por meio de conexão de internet.

E não se paga por ela. Quer dizer, não se paga diretamente por ela, pois a operação, claro, está inclusa no seu plano de internet. Exceto se a ligação internacional for feita por aplicativo específico que trabalhe sob regime de planos de uso, como é o caso do Skype.

O bom da coisa é que a ligação internacional pode durar muito mais tempo.

Ainda que haja tantas vantagens, poucos conhecem as tecnologias por trás delas, a Voip, que significa “voz sobre protocolo de internet” (“voice over internet protocol”) e a Telefonia IP. A diferença entre ambas é técnica, ou seja, questão de alguns equipamentos usados, mas o objetivo é o mesmo.

Nos último anos, dezenas de aplicativos foram criados específica ou genericamente para conversação por voz, incluindo internacional . WhatsApp, Messenger, Skype, Viber são os mais conhecidos. Com toda certeza, essa “invasão” foi altamente combatida por operadoras, mas em vão.

O sistema Voip converte sinais sonoros de voz analógicos em sinais digitais, de forma que possam ser conduzidos via internet. De início – e isso foi nos anos 90 ainda por incrível que pareça -, a preocupação das operadoras de telefonia era mínima, pois o sistema foi considerado fracasso total.

A qualidade das ligações era irrisória por conta da velocidade dos dados. Entretanto, o avanço da tecnologia permitiu que esse problema fosse superado, especialmente com o advento da internet banda larga.

Então é isso. Você pode pesquisar os aplicativos voltados aos procedimentos de ligação internacional. Muitos deles estão tão avançados que, em alguns casos, suplantam a qualidade da telefonia celular. Oportunamente, a gente vai publicar artigos com referências a cada um deles.

Você precisa ou precisou fazer ligação internacional? Como foi? De 0 a 10, qual seria sua nota para o serviço? Indique abaixo na área de comentários.

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