História do Celular

história do celular

Perguntas do tipo “como era sua vida antes do celular?” ou “lembra-se de quando não existia celular?” podem ser até mesmo uma provocação atualmente. A história do celular está aí pra não deixar a gente mentir.

Afinal, é quase impossível – se não impossível – pensar, imaginar a vida sem celular. E isso nada tem a ver com idade, que muitas pessoas gostam de ocultar. Ou seja, não é que queiram não pensar na vida sem celular porque, assim, poderiam revelar suas idades.

É questão não querer lembrar mesmo porque a vida era, digamos, “estranha”. A gente vai contar a história do celular neste artigo. Entretanto, para deixar as ideias mais compreensíveis, vai mostrar antese algumas situações “estranhas”.

O fato se desenha como aquela velha premissa filosófica: “não se pode ter saudade de algo que não se teve ou se viveu”. Então, à medida que as tecnologias foram evoluindo, a humanidade foram se dando conta de que não poderia viver sem aquilo.

Foi assim desde a roda; depois, com as armas rudimentares; novamente, com a carruagem; ainda, com o automóvel, o telefone, a bina, o fax e finalmente o telefone celular. Após uso de cada um desses elementos, as pessoas se perguntavam “caramba… como é que a gente viveu até agora sem isso?”.

A história do celular não é diferente. Pelo contrário: é mesmo a expressão máxima desse pensamento.

Por isso, diz-que atualmente que é mais fácil ligar para uma pessoa que esteja sentado ao seu lado no sofá da sala que propriamente ter contato visual com ela na casa.

Essa cena declara exatamente o quanto os smartphones penetraram na consciência humana. Afinal, ele é usado mesmo quando é estritamente dispensável.

História do celular: ou do “sem celular”

A história do celular começa quando ainda o telefone era fixo.
A história do celular começa quando ainda o telefone era fixo.

No tempo do “sem celular”, era comum – e necessário – que as pessoas usassem outras habilidades para se sair bem de determinadas necessidades. E também para exercitar o instinto de sociabilidade para viver mais ou menos conectados com notícias públicas e familiares.

A história “sem celular” tem tantas implicações “estranhas” quanto a história do celular.

Então, não havia, por exemplo, mensagem de texto. Assim, trocar informações era uma espécie de exercício de inteligência. E de paciência. E, às vezes, de desprendimento, pois nem sempre se obtinha resultados. Afinal, o único meio de conversa com familiares se mostrava pelo uso da palavra falada.

Ou palavra escrita enviada por algum meio. De alguma maneira, era preciso movimentar milhares de neurônios para se conseguir algum feito na área da comunicação. Pessoal ou social.

Assim, precisando resolver algum caso com o vizinho, por exemplo, era necessário comparecer até sua casa e torcer para que estivesse lá. E, ainda, depender do clima, pois chuva e frio eram empecilhos.

Se o caso fosse com alguma pessoa mais distante, era necessário usar o telefone fixo e, via de regra, rezar para que não estivesse ocupado. Ou enviar correspondência pelo correio tradicional precisando, para isso, comprar selos e deslocar-se até é uma agência ou a uma caixa postal pública.

Depois, torcer para que o destinatário se prontificasse a responder. Com a invenção do sistema de “chamada em espera”, houve certa melhora. Uma tênue possibilidade de que o destinatário de sua mensagem interrompesse a ligação para atender a sua.

Posteriormente, uma evoluçãozinha a mais: secretárias eletrônicas e identificadores de chamada. Essa solução ofereceu às pessoas a força de tomada de decisão: atender ou não ao telefone. Isso era impossível antes.

Sem celular na vida

“Hum… o pneu furou e, se não falha a memória, meu cunhado não devolveu minha chave de roda.” Nada contra cunhados, claro, mas toca o motorista caminhar alguma distância a fim de encontrar uma boa alma. E esperando que essa boa alma tivesse uma chave de roda.

As Páginas Amarelas… ah! Benditas páginas! Era por meio delas que se conseguia o telefone daquela loja de material de construção, daquela companhia de água e esgoto, daquele advogado. E as agendas?! Instrumento físico indispensável na vida especialmente das secretárias.

Fotos com amigos podiam ser admiradas ou servir de chacota somente depois que alguém fosse buscá-las no laboratório. Se você quisesse ir ao cinema, havia duas maneiras: transporte coletivo ou deixar o carro ao relento à mercê de ladrões.

Você ficava ligado ou ligada próximo ao telefone esperando a chamada da pessoa amada. Somente assim ninguém mais atenderia antes de você. Boa parte dos conflitos entre adolescentes e seus pais na época era a questão de uma segunda linha telefônica.

Além disso, chamadas importantes a longas distâncias tinham horário pré-definido em função do valor. Em determinadas horas da noite, elas eram muito mais baratas.

História do Celular: o princípio de tudo

A história do celular já tem 30 anos.
A história do celular já tem 30 anos.

Há pelo menos quase 30 anos, o celular é extensão de seu corpo. Ou vice-versa. Tudo isso já… 30 anos. Pelo menos no Brasil, a história do celular já tem esse tempo.

Os smartphones como se apresentam hoje existem há muito mais tempo que isso. Contudo, o conceito de telefone celular é um pouco mais antigo. A história é centenária, para ser mais preciso.

Sim… centenária. Claro, não esse aparelhinho quase microscópico, quase invisível em sua mão – guardadas as devidas proporções. Assim, a ideia nascedouro dos smartphones remonta a 1908.

Foi nesse ano que se registrou uma patente americana de aparelho fortemente parecido com celular. Isso foi na cidade de Kentucky. O aparelho conseguia fazer ligações e não possuía fios.

Menos de 40 anos depois, os engenheiros da AT&T desenvolveram um aparelho capaz de enviar sinais sonoros a algum receptor próximo de alguma estação adequada. Dali, o sinal era enviado para outro receptor um pouco mais distante e assim consecutivamente. Cada um desses pontos foi chamado “célula”. Daí o nome “telefone celular”.

Contudo, os especialistas mais ortodoxos do nicho de mercado de celulares não aderem a essa ideia. Dizem eles que, em verdade, se tratava de rádios transmissores bidirecionadores de sinal.

As estações receptoras/emitidoras eram muito mais abrangentes. Ou seja, espalhavam sinal por área muito maior. Para clareza dos fatos, diz-se que a telefonia móvel teve início real por conta da necessidade de contatos entre empresas de transporte e seus veículos em movimento.

Curioso: com o avanço da tecnologia da comunicação para a emissão de sinal 3G, 4G e agora 5G, conceitou-se que os primeiros celulares eram 0G. Claro, apenas como fundamento de conhecimento histórico. Como a gente disse, a história do celular é intrigante.

História do Celular: Cooper e seu bom humor

Na história do celular, os aparelhos eram enormes.
Na história do celular, os aparelhos eram enormes.

É preciso ter em mente que os primeiros aparelhos celulares se destinavam à “gente grande”. Ou seja, quem pudesse pagar por um jatinho, por exemplo, teria cacife para portar um aparelho desse. Afinal, a tecnologia da época elevava os preços para alguns milhares de dólares.

Ainda assim, o desempenho dos benditinhos não compensava. Funcionava apenas como manutenção de status social mesmo.

Abril de 1973 é o marco temporal do início da produção industrial dos telefones portáteis. A Motorola é, por isso, considerada pioneira na área. Certamente, tais aparelhos ainda eram da geração “zero” ou 0G.

Cooper e seu bom humor

Martin Cooper era engenheiro executivo sênior da empresa e, pelo visto, tinha arroubos de bom humor. Naquele dia, desceu as escadarias do prédio com seu celular a tiracolo. (E, quando a gente diz “tiracolo”, não é jeito de falar. É tiracolo mesmo.)

Da rua, ele fez a primeira ligação de um aparelho então considerado telefone celular. E foi para outro engenheiro, mas da empresa rival, a AT&aT. Ela corria contra o tempo e contra a Motorola para desenvolver o projeto.

A gente precisa forçar um pouco a imaginação para considerar “aquilo” como “telefone”, quanto mais como “telefone celular”. Afinal, pesava 1,1 kg e media 228,6x127x44,4 mm.

A “capacidade” do dito cujo detinha “impensáveis” 30 minutos de tempo de conversação. Quanto à bateria, precisava de cerca de 10 horas para carregar.

Assim, o telefone celular propriamente dito está na vida das sociedades há mais ou menos 50 anos. Contudo, em se tratando de tecnologia, esse meio século foi mais produtivo que o último meio milênio.

Importante: certamente, a história do celular tem muito mais nuances que os apresentados abaixo, como a introdução do WhatsApp, os primeiros aparelhos finíssimos etc.

A Motorola

A mesma empresa de Cooper precisou de mais 10 anos para desenvolver e apresentar o seu primeiro telefone móvel comercial. O Motorola DynaTAC 8000X também dispunha de meia hora para conversação, mas “em compensação” podia se manter por mais 6 horas em stand by.

Além disso, tinha poder para armazenar números em sua memória… uns 30 números. Isso foi em 1983. Seis anos depois, ela criou e lançou o Motorola MicroTAC. Pode-se dizer que tinha uma vida útil bastante longa. Depois, algumas alterações o tornaram ainda mais atraente. Pelo menos para a época.

Em 1996, foi a vez do Motorola StarTAC ser apresentado ao mercado. Enfim, diz-se que foi um dos primeiros verdadeiros telefones móveis já lançados. Já o Motorola International 3200 tornou-se o primeiro celular digital do mundo.

O Motorola Razr V3 vendeu mais de 130 milhões de unidade desde que foi lançado em 2004.

A Nokia

Os inícios dos anos 90 pareciam promissores para o mercado de telefonia móvel. Algumas multinacionais se mostraram interessadas em fomentar ainda mais a disputa. Assim, a empresa finlandesa lançou o Mobira Cityman 900, seu primeiro aparelho móvel razoavelmente portátil.

Com seus 800g de peso, representou avanço descomunal perante os quase 10kg de seu modelo anterior, o Mobira Senator. Tinha sido lançado no início da década anterior.

Foi em fins de 1992 que o Nokia 1011 chegou para revolucionar. Ou pelo menos tentar. Afinal, foi o primeiro telefone móvel produzido em massa do mundo. O item revolucionário era seu poder de memorizar inacreditáveis 99 números.

Em verdade, a revolução propriamente dita se dava pela condição de trocar mensagens por SMS. Foi o primeiro aparelho a conseguir tal façanha.

Posteriormente, a empresa lançou o Nokia 8810. A pretensão era ser o telefone mais luxuoso de todos os tempos. E foi. Por algum tempo. Ele foi produzido com a primeira antena interna e suporte para 250 contatos.

Interessante: O caráter clássico desse modelo se deve pelo filme Matriz, no qual foi usado pela personagem principal. Afinal, era o único até então capaz de se conectar às redes 2G iniciais.

Em 1996, foi a vez do Comunicador Nokia 9000. Trata-se o real primeiro smartphone do mundo, já que trabalhava com CPU Intel 24 MHz 1386 e tinha RAM. Esse modelo já operava com e-mails.

Busca por melhoria

A busca por apresentar aparelhos para o mercado consumidor final teve andamento com o Nokia 6110 em 1997. Tinha melhor qualidade de chamada e maior duração da bateria. A interface também já era bastante atraente.

Além disso, disponibilizava diversos outros recursos.

  • Três jogos: Memória, Cobra, Lógica
  • Calculadora, relógio e calendário
  • Conversor de moeda
  • Funciona como pager
  • Configurações de perfil
  • 4 cores

O Nokia 5110 de 1998 já era composto por bateria muito avançada para a época. As dimensões também já eram agradáveis com 48X132X31 mm. Seu sucessor, Nokia 9210i, além dessas condições, tinha também tela colorida TFT, um processador ARM de 32 bits e a primeira versão do Symbian OS.

Em 2000, o Nokia 3310 se tornou a primazia dos celulares. Especialistas garantem que tal renome se estende até hoje. Em 2003, a empresa lançou o modelo Nokia 1100, que a ajudaria a chegar à bilionésima unidade vendida. Somente ele vendeu mais de 250 milhões. O fato de não ser muito sofisticado foi crucial nessa marca.

No mesmo ano, chegou o Nokia N-GAGE, apropriado para jogos. Rodando o Symbian, pretendia atrair adeptos da Nintendo.

A empresa optou por renovar um de seus maiores sucessos, o Nokia 3310, em 2017. Certamente, dispunha de muito mais tecnologia.

A IBM

A empresa também queria um naco do promissor mercado de telefones móveis. Assim, em 1994, tentou inclusive lançar um nome diferente para “a coisa”: comunicador pessoal. A par disso, sabia que precisava de um diferencial.
Dessa maneira, o IBM Simon foi um dos primeiros a apresentar a tecnologia touchscreen.

A BlackBerry

O ano inicial da empresa no universo dos celulares foi 1999 com seu BlackBerry 850. Seu modelo seguinte chegou somente em 2003, o BlackBerry 5810. Trabalhava com e-mail e teclado QWERTY.

Em 2005, com o BlackBerry 7270, a empresa entra na fase do Wi-Fi. Quatro anos depois, é lançado o Blackberry Curve 8900 com trackball avançado.

A Samsung

Trata-se do primeiro telefone com tela LCD com matriz ativa de transistor de película fina. O primeiro modelo da linha de maior sucesso da empresa, a Galaxy S, foi lançado em 2010.

A LG

A empresa entrou nesse universo com o LG Shine. As características já eram bem aderentes ao mercado com 99,8X50,6X13,8 mm, 118g de peso e SO Java MIDP 2.0. A câmera de 2.0 megapixels, além de itens bem interessantes, tornavam o aparelho especial.

Já em 2007, a empresa ampliou o conceito de touchscreen com a tecnologia de arrastamento de tela. Em 2009, lançou o Prada II com seu teclado deslizante e a novíssima 3G.

A Apple

Como se sabe, a empresa americana recriou o sentido de padrão de smartphones com seu iPhone 3G em 2008. Com ele, nenhuma outra marca deixaria de ter touchscreen em seus aparelhos. Milhões de consumidores se acotovelaram diante das lojas.

A Apple marcou dez anos no jogo do smartphone com o iPhone X em todas as telas e abandonou um botão físico pela primeira vez.

A Ericsson

Foi em 2000 que a sueca Ericsson levou o bluetooth para os smartphones. Assim, introduziu-se a conexão sem fio entre computador e celular. É desse modelo a primeira noção de conectividade mundial, o reconhecimento de voz e avançada agenda.

História do Celular: o futuro

O futuro ninguém sabe na história do celular.
O futuro ninguém sabe na história do celular.

E o futuro do celular? Como vai ser? Diversas previsões sobre tecnologias futuras arranharam a imagem de seus previsores. Ou seja, quase nada se realizou propriamente dito. Exceto, talvez, as visões dos criadores dos enredos de Os Jetsons.

Contudo, é possível pelo menos imaginar o que vai ser do futuro dos celulares:

  • Internet das Coisas
  • Inteligência artificial
  • comandos por voz
  • Itens vestíveis
  • Realidade aumentada muito mais avançada
  • Imagens holográficas
  • Teclado holográfico

Seria muito imaginar algo semelhante? Então é isso. Qual é sua ideia de smartphone de futuro? Preveja aí na área de comentários.

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