Sistemas operacionais: alma do smartphone

Alguns produtos de tecnologia vão entrando na vida da gente até mesmo sem que se perceba. De repente, eles estão ali, compondo o dia a dia das pessoas, quase invisíveis. Contudo, basta falharem ou desaparecerem para que se perceba a importância que têm. Isso acontece com sistemas operacionais de seu smartphone.

Você já deve ter ouvido muita coisa sobre sistemas operacionais: “são o coração do computador”, “é o softer essencial de equipamentos virtuais”, “sem eles, um computador não existe”, etc.

Atualmente, todas essas assertivas são reais, são verdades. No universo dos smartphones, essas frases representam o que há de mais certo, de mais evidente. Afinal, não é mesmo possível existirem “telefones inteligentes” sem que haja um fator que faça essa inteligência operar. Ou seja, sistemas operacionais.

Entretanto, no conceito inicial dos computadores, não era bem assim.

Você sabia que os primeiros computadores não tinham sistemas operacionais? Sabia que telefones sem sistemas operacionais são simples celulares e não “smartphones”? Pois então, eles existem e nós os utilizamos o tempo todo. É o que a gente vai ver neste artigo abaixo, confira!

O que são sistemas operacionais

Sistemas operacionais operam as funcionaidades dos smartphones e tablets.
Sistemas operacionais operam as funcionaidades dos smartphones e tablets.

Eles são realmente tudo que foi dito acima. Contudo, tecnicamente falando, são programas que gerenciam toda a parte física dos computadores e, por extensão, dos smartphones. Assim, eles “percebem”, “descobrem” o que o hardware é capaz de fazer e tornam possível que façam.

Nesse contexto, diz-se que “sistemas operacionais fazem que um aparelho tome decisões para operar a si mesmo”. Esse conceito serve para tirar um pouco da complexidade do assunto e torná-lo mais compreensível.

Evolução dos sistemas operacionais

Como a gente comentou acima, os computadores eram mecânicos no início. E enormes. Eram chamados, inclusive, “mainframe”. Não havia nem mesmo sistema de inicialização. Afinal, não precisavam se reconhecer como máquinas inteligentes porque a estrutura mecanizada necessitava apenas ser ligada.

Ou seja, tudo de que os mainframes precisavam era de “cartões perfurados”. Cada furo em cartões significava uma operação qualquer e isso dependia da posição desse furo no próprio cartão.

Assim, por exemplo, um sistema de controle de estoque poderia ter algumas dezenas de cartões com determinados furos. Quando instalados na enorme estrutura computacional, permitia ou impedia de alguns “dentes” (pinos) penetrassem nos furos.

O avanço dos pinos sobre os furos fazia a grande máquina somar, subtrair, dividir, multiplicar, imprimir, calcular resultados de raiz quadrada etc. E cada uma dessas operações dependia da posição dos furos nos cartões.

Nesse cenário, é fácil perceber que as operações mais simples (simples hoje) eram profunda e altamente complexas. A manutenção da máquina era tão sensível que até a variação da temperatura interna da sala era motivo de preocupação constante.

De sistemas mecanizados a eletrônicos

Quando a eletrônica começou a evoluir, abriu amplo caminho para o desenvolvimento dos primeiros sistemas operacionais. Os especialistas em tecnologia descobriram que microimpulsos elétricos poderiam fazer “os tais milagres” que os usuários esperam.

Nesse contexto, os próprios proprietários de mainframe começaram a desenvolver programas específicos para suas próprias necessidades. Certamente, esse “proprietários” eram grandes empresas com recursos suficientes para iniciar, manter e desenvolver programas de computador.

Aqueles programas eram gravados em longas fitas magnéticas e “arquivadas fisicamente” em grandes prateleiras (Posteriormente, esse processo evoluiu para disquetes e finalmente para HDs). Quando a empresa precisava de determinada operação computacional, “bastava” o profissional do “CPD” instalar a respectiva fita.

“CPD” é sigla identificadora do departamento da empresa responsável pelo computador: “Centro de Processamento de Dados”.

O primeiro dos sistemas operacionais

Os primeiros sistemas operacionais foram desenvolvidos para os computadores.
Os primeiros sistemas operacionais foram desenvolvidos para os computadores.

Como a gente destacou acima, os mainframes eram mantidos por grandes empresas e para uso em seu próprio dia a dia organizacional. Assim, foi uma delas que acabou criando o conceito de “sistemas operacionais”: a General Motors.

Isso foi em 1956. Foi desenvolvido para operar um único computador mainframe IBM. Bastou essa iniciativa da empresa para que outras começassem a desenvolver seus próprios sistemas operacionais.

É fácil, portanto, notar que os sistemas de então eram específicos e, nesse caso, completamente diferentes uns dos outros. Afinal, variavam demais em termos de estrutura de programação, pois cada um tinha um objetivo específico. Ou seja, um sistema de mainframe não poderia ser usado em outro sem que houvesse alteração na programação.

Complexo? Difícil? Extremamente.

Todavia, tecnólogos da IBM imaginaram que seria plenamente possível construir sistemas operacionais para sua linha de computadores. Assim, a empresa tornou-se o primeiro desenvolvedor de programas inicializadores e gerenciadores de equipamentos. Ao mesmo tempo, alguns concorrentes começaram também a surgir.

Dessa maneira, empresas como Computer Sciences Corporation, General Electric, Control Data Corporation, Digital Equipment Corporation, Burroughs Corporation, Xerox etc, também lançaram sistemas operacionais de mainframe nos anos 60.

Os fins da década de 60 viram a Unix desenvolver um sistema operacional altamente adaptável a outros equipamentos. Escrito em linguagem C, foi disponibilizado gratuitamente durante seus primeiros anos. Assim, teve excelente aceitação por parte do mercado.

Sistemas operacionais: O Windows

Ainda hoje, há diversos sistemas operacionais que usam parte do sistema Unix, ainda que mínima. É o caso, por exemplo, do Apple OS X. Já o Microsoft Windows foi desenvolvido para atender à certa demanda da própria IBM. Ela precisava de um sistema gerenciador de seus computadores pessoais.

Nessa época – 1980 – a IBM já tinha desenvolvido o Disk Operation System – DOS. Tratava-se de sistema operacional gravado em disquete específico para computadores pessoais. Assim, o equipamento era ligado tendo o disquete de DOS no compartimento. Caso contrário, não funcionava.

Então, a empresa iniciante de Bill Gates adquiriu a estrutura do DOS para desenvolver o Windows, sistema operacional baseado em cliques de mouse sobre “janelas de operações”. Esse nome passou a ser usado somente em 1985, ano a partir do qual um novo visual gráfico foi inserido nos sistemas operacionais.

Sistemas operacionais atuais

Já existiram vários sistemas operacionais para aparelhso móveis.
Já existiram vários sistemas operacionais para aparelhso móveis.

Em verdade, os sistemas operacionais se tornaram atualmente um “foco de guerrilha corporativa”. E isso é muito bom para os usuários. Diversas empresas grandes da tecnologia têm feito boas brigas na área de construção de sistemas.

Os usuários agradecem; afinal, quanto mais brigam, mais boas ferramentas, estruturas e funcionalidades são descobertas. E os preços, obviamente, vão caindo.

Sistema Operacional Android

Um dos sistemas operacionais mais populares do mundo é o Android.
Um dos sistemas operacionais mais populares do mundo é o Android.

Esse SO tornou-se o mais popular do mundo. Foi desenvolvido pela Open Handset Alliance, que era pequena empresa em Palo Alto, na Califórnia, nos Estados Unidos, juntamente com outras também pequenas . Claro, sendo pequenas, precisavam de respaldo de um gigante. Nesse caso, o Google.

O Android faz ser possível o uso de todos os apps do Google e mais de 600 mil outros, incluindo jogos. Além disso, roda também milhares de músicas e livros e centenas de filmes.

O Android é um sistema operacional baseado no núcleo Linux criado especialmente para dispositivos móveis, com o objetivo de ser uma plataforma flexível, aberta e de fácil migração para os fabricantes.

Sistema em código adaptável

O Android está disponível como código aberto desde outubro de 2008. Isso significa que há uma comunidade de milhares de desenvolvedores ao redor do mundo trabalhando na melhoria do sistema. Ou seja, na criação de novas funcionalidades para atender às necessidades dos clientes.

Claro, sempre sob gerência e constante fiscalização por parte da gigante americana. Assim, o sistema depende de autorização do própria Google para poder acessar a biblioteca de aplicativos, chamada Play Store.

Significa também que o sistema vai ficando cada vez mais operacional e cada vez mais inteligente. Afinal, novos recursos e novas funcionalidades vão sendo incorporadas a ele.

Segundo o Google, mais de 1 milhão e 300 mil aparelhos são ativados todos os dias por meio do SO Android. Atualmente, o sistema e seus aparelhos são criados em parceria com a empresa de software Sun Corp.

Dessa maneira, o grande trunfo do marketing do sistema se reflete na possibilidade de ter tudo o que o Google oferece em uma única plataforma. Todos os produtos do Google como navegador Chrome, Google Maps, Google+, YouTube, Gmail, Google Drive, Picasa, Google Play e muitos outros estão disponíveis sem downloads adicionais. Basta sincronizar suas contas existentes ou adicioná-las ao aparelho.

Sistema Operacional Fuchsia

Ao que tudo indica, o Google vai mesmo tirar outros sistemas operacionais do campo da esperança de seus clientes e colocá-los no campo da realidade. É o caso do Fuchsia que, ao que parece, já está definindo seu estágio comercial. Afinal, se assim não fosse, a empresa não desenvolveria um site oficial específico para ele.

Já há, inclusive, instruções para instalação do código-fonte em Debian ou MacOS disponíveis. Além disso, a Huawei, empresa chinesa que tem dado trabalho aos concorrentes, já tem usado o sistema em caráter interno experimental. Ou seja, a estratégia inicial é obter respostas de usuários sobre funcionalidades básicas a fim de otimizar a experiência como um todo.

O Google pretende que o Fuchsia tenha alcance além daquele obtido por sistemas operacionais concorrentes. Contudo, o departamento de marketing estratégico da empresa tem procurado desviar a atenção dos bisbilhoteiros. Anunciou inicialmente esse sistema como substituto – ou, no mínimo, como sucessor – do Android. Porém, parece que o caminho tomado vai ser outro.

Para as coisas

Nesse sentido, os desenvolvedores do sistema Fuchsia têm ampliado seus leques e os estendido sobre a IoT – Internet das Coisas e sobre os dispositivos móveis adaptáveis ao corpo, a já chamada Internet Vestível.

Ou seja, estão com os olhos voltados aos avanços da conexão 5G. Mesmo assim, analistas apostam que a capacidade do Fuchsia vai suceder o Android de tal maneira que os clientes Google vão preferir trocar suas sistemas operacionais.

Contudo, a gigante americana permanece em silêncio estratégico. Mantém as informações associadas às estruturas de seus sistemas operacionais guardadas a chaves de titânio em cofres inacessíveis. Um ou outro vazamento de dados podem até ser saída para desviar atenção do mercado. Por outro lado, é inegável que a empresa quer mesmo a parte maior do mercado de inteligência artificial voltado, inclusive, às casas inteligentes.

Sistema Operacional iOS

Um dos sistemas operacionais fechados mais famosos do mundo é o iOS.
Um dos sistemas operacionais fechados mais famosos do mundo é o iOS.

O sistema operacional iOS, antes chamado de iPhone OS, foi desenvolvido pela Apple Inc. Criado originalmente para o popular smartphone iPhone, hoje é também usado no iPod Touch, iPad e Apple TV.

Ao contrário do Android, não é um sistema de configuração aberta. Portanto não pode ser executado em hardware de terceiros, somente em aparelhos fabricados pela Apple.

A interface do usuário é baseada no conceito de manipulação direta, utilizando gestos e multitoque. Isso quer dizer que o usuário pode operar o sistema por meio de movimentos de mãos ou de toques na tela, deslizando os dedos.

O sistema operacional nasceu na “Macworld Conference & Expo” em janeiro de 2007. Foi lançado no mês de junho do mesmo ano. Inicialmente, as aplicações de terceiros não eram permitidas.

Mudanças necessárias

Contudo, foi apenas em 2008 que a empresa lançou o primeiro beta. Juntamente com um novo nome, “iPhone OS”, mostrou-se altamente interessante para o mercado.

Assim, a rápida venda de dispositivos móveis da Apple acendeu o interesse. Com isso, desenvolvedores diversos começaram a criar aplicativos para o sistema mediante aprovação da companhia.

Em janeiro de 2010, a Apple anunciou o primeiro iPad. O dispositivo apresentou tela bem maior do que o iPhone e iPod touch. Foi projetado para navegação na WEB com foco em mídia e leitura de iBooks – livros com estrutura dos sistemas da Apple. Depois, licenciou o “iOS” como sua uma marca registrada.

Assim, com lançamentos de dispositivos diversos, a Apple precisou melhorar seu iOS. O sistema já teve outras versões. Uma das mais recente é o iOS 6, lançado em junho de 2012. Ele apresentou mais de duas centenas de novas funcionalidades. A mais interessante para seus usuários foi uso de mapas independentes da concorrente Google.

Já o iOS 6.1 é a versão atual do sistema. Levou também centenas de novidades ao mercado. Afinal, precisou se adaptar às novas resoluções impostas no iPhone 5 e iPod Touch de quinta geração.

Sistema Operacional HongMeng OS

Segundo analistas, a supremacia do Android e do iOS podem ser ameaçadas. Afinal, como a gente disse acima, há uma guerrilhazinha importante sendo travada nos bastidores do universo dos sistemas operacionais.

E isso é bom.

Assim, o sistema operacional desenvolvido recentemente pela gigante chinesa Huawei, o HongMeng OS, está saindo definitivamente das pranchetas dos engenheiros. Nesse cenário, ele vai concorrer diretamente com o Android e, de quebra, irritar as pulgas das orelhas do iOS.

Bem, pelo menos essa é a visão que especialistas estão tendo atualmente. Eles até desenham um rebuliço no mercado chinês inicialmente e depois no mercado mundial. Para eles, o HongMeng OS vai provocar enorme demanda naquele país, deixando o Android em segundo plano.

Por seu lado, o Google está fazendo mistério com seu silêncio sobre a importância do HongMeng OS. As versões de seus sistemas operacionais parecem estar ocupando a atenção da gigante das buscas. Contudo, é inegável que vai precisar se mexer um pouco quanto a isso.

Então, é isso. Você deve ter tido excelentes experiências com os avanços dos sistemas operacionais. Que tal deixá-las registradas na área de comentários abaixo?

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