O que significa especificações de hardware em um aparelho

As fabricantes de smartphone adoram empurrar um montão de especificações em consumidores em potencial. Mas você já se perguntou o que elas significam?

As especificações estão aí para informar o consumidor sobre o aparelho que está adquirindo, mas também podem confundir bastante, se você não está familiarizado com a linguagem tecnológica em cada aparelho.

Algumas especificações costumam trazer além das características físicas do aparelho como dimensões, peso e nome do modelo, itens como capacidade da bateria, tipos de processadores, GPU e CPU, resolução de tela, e conectividade, entre muitos outros.

Bateria

A maioria dos fabricantes relatam a capacidade da bateria em uma unidade de medida conhecida por mAh, que significa miliamperes por hora, um medida que mede por quanto tempo o aparelho irá funcionar antes que a bateria precisa ser recarregada.

Quanto maior for o número, melhor a bateria. É uma boa base de comparação quando você estiver pesquisando por múltiplos smartphones.

A maioria dos fabricantes também listam a capacidade de bacteria em termos mais amigáveis ao consumidor como Tempo de Conversação, Tempo de Gravação de Vídeo ou Stand By (espera).

Por exemplo, a Apple não diz o quanto a bateria do iPhone 5 possui em mAh, mas diz que é capaz de gravar 10 hrs de vídeo.

As baterias continuam à serem melhoradas à cada nova geração smartphone. O mais novo aparelho da Nokia recentemente anunciado, Lumia 920, possui uma bateria de 2000mAh, assim como o Droid Razr M, da Motorola.

O Samsung Galaxy Note 2 terá uma bateria de 3200mAh. Contudo, isto não significa necessariamente que durará mais que o Lumia, já que a tela do Note é muito maior e puxa muito mais energia.

Os melhores smartphones agora terão um acréscimo de 2000mAh de vida útil na bateria que significa 10 hrs à mais de conversa, gravação de video, ou uso na Web, ou 4 vezes mais que isso para tempo de espera. A Motorola e a Nokia estão entre as líderes em tecnologia de bateria com a Apple e a Samsung bem atrás.

Processadores

Porém, a bateria não significa nada se o CPU do aparelho e os processadores de gráficos (GPU) não manterem o desempenho de forma eficiente.

Um processador single-core que opera à 1.2GHz (Gigahertz, é uma unidade de medida que mede a rapidez que o aparelho irá desempenhar suas tarefas) não terá uma vida de bateria muito longa.

É aí que entra o conceito sobre os processadores de múltiplos “cores”. As funções de um smartphone com um processador dual-core pode se dividir entre os cores para um desempenho mais eficiente.

Nem todos os smartphones são criados de forma iguais, eo desempenho de core irá variar dependendo de onde o processador vem e do fabricante do smartphone.

Para simplificar, procure pelo número de GHz mais alto com pelo menos 2 cores, ou seja dual-core. É um tanot mais complicado que isso, mas essencialmente é no que o desempenho em computação moderna (smartphones, tablets ou computadores pessoais) se baseia.

A maioria dos smartphones top de linha irão conter processadores dual-core de 1.5GHz.

Você também já deve ter ouvido falar em smartphones quad-core. O desempenho e a admisnitração de energia dos smartphones quad-core são melhores que nos dual-core, mas não os encontrarão nos Estados Unidos, pois a maior parte dos fabricantes lançam smartphones dual-core para melhor administrar a energia em redes 4G LTE e 3G.

A próxima evolução de CPUs nos smartphones será conhecida como “plus one.” Essencialmente, os smartphones terão processadores dual ou quad-core mais um processador extra para desempenhar uma função específica, como os gráficos.

Enquanto os CPUs administram a rapidez e a eficiência das funções operadas em um smartphone, GPUs são melhores para lidar com gráficos.

Por exemplo, o iPad 3 possui uma resolução de tela extremamente nítida e portanto necessita de GPUs para realizar imagens.

Neste caso, fabricantes podem adicionar mais GPUs em um aparelho para ajudar a melhorar os gráficos, mas ao contrário dos CPUs, quanto mais cores no GPU, maior a perda de energia.

Você também deve ter ouvido falar em ARM ou x86 em relação à processadores de smartphone. Quase todos os smartphones e tablets hoje são construídos em ARM, pois é muito mais eficiente em energia que x86.

A Intel, a maior fabricante de chip do mundo, fabrica x86 e não entrou para o mercado móvel de nenhuma forma siginificativa. Processadores ARM vem de companhias como a Samsung, Qualcomm, Nvidia ou Texas Instruments.

Cada fabricante possui suas próprias especialidades, mas a coisa mais importante que se deve lembrar é que a maioria dos smartphones são baseados em ARM.

Resolução de Tela

Resolução de tela é uma das especificações que fabricantes, especialmente a Apple, jogam em cima dos consumidores com mais frequência.

É medida de duas maneiras: densidade de pixels por inch (ppi) e dimensão total de pixel. Para entender desidade, imagine uma caixa quadrada de uma-inch. Depois, coloque pontinhos nesta caixa.

Estes pontinhos são pixels e quanto mais deles na caixa, mais nítida e mais rica a imagem vai ser. Hoje, o líder em resolução de smartphones é a Apple.

Tenha em mente que resolução mais alta afeta negativamente a vida da bateria se os processadores de gráficos não forem lá essas coisas.

O iPhone 5 da Apple possui um ppi de 326 (a mesma que o iPhone 4S). O seu tamanho geral, medido em pixels junto à largura e o comprimento da tela, é de 1136×640.

O Galaxy S III da Samsung, o maior competidor do iPhone, possui 306ppi e tela de 1280×720. Tecnicamente, o Galaxy possui mais pixels, mas a tela é maior, 4.7-inches contra 4-inches, no iPhone 5, e portanto, menos densa. Se você quiser uma resolução mais nítida, procure por um número de ppi mais alto.

Conectividade

Smartphones conectam com céluas de rede de acordo com vários padrões, dependendo da operadora. Geralmente são agrupados sob os títulos de 3G (serviços de celualr de 3ª geração) e 4G (4ª geração).

A maioria dos fabricantes tentarão empurrar você na direção LTE, o padrão 4G, mas por enquanto a rede não está disponívela qui no Brasil. LTE é mais que duas vezes mais rápida que a padrão 3G assim como mais confiável.

É até, provavelmente, mais rápido que a conexão Wi-Fi da sua casa. Você pode até ter ouvido falar em espectro de banda e MHz (Megahertz, é a medida de velocidade de uma banda em particular), mas à não ser que você planeja viajar internacionalmente várias vezes, o tipo de LTE não é uma questão importante.

Aparelhos mais antigos estão conectados à redes 3G. Nos Estados Unidos, redes 3G estão divididas em 2 grupos: CDMA e GSM (HSPA+). CDMA é um velho padrão, mas confiável.

A sua mais recente evolução antes de migrarem para LTE, é conhecida por WCDMA. O padrão GSM, um padrão global que oferece mais flexibilidade ao viajar.

A sua evolução mais recente é HSPA+, também chamada de “4G” antes de migrar para a LTE. No Brasil, não usamos CDMA, mas sim GSM, GPRS e EDGE.

Se você viaja frequêntemente, você provavelmente irá querer um aparelho global capaz de rede GSM. Neste caso, você precisa saber o tipo de antena que tem no aparelho e se ele suporta largura de espectrum de bandas nos países que você deseja viajar.


Respostas

  1. Os números e dados técnicos é um meio que as empresas criaram para atrair ainda mais a atenção dos consumidores, como o brasileiro gosta muito de números, os consumidores nacionais acreditam que os maiores números são consequentemente os melhores. No caso de um smartphone os detalhes são muito específicos, por isso o ideal é entrar em contato com uma pessoa que entenda ou procurar comparações na própria internet

  2. Os Hardware são pouco dominados pelos usuários de celulares, quando há um problema normalmente esses usuários acabam recorrendo a técnicos que cobram o olho da cara. Acredito que ao menos o mínimo tais usuários devem saber, justamente para resolver pequenos problemas que os técnicos já iam dizer serem grandes problemas e assim aproveitar da ingenuidade e falta de informação. Excelente artigo!

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