Oficiais nos Estados Unidos estão advocando contra um controle maior sobre a Internet por parte do Nações Unidas (U.N), insistindo que as medidas acabarão prejudicando a liberdade de discurso e os negócios online.

Em um raro acordo partidário, legisladores aconselharam a administração do governo Obama à votar contra o aumento de poder das Nações Unidas na Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais neste mês de dezembro, a WCIT.

Os participantes da conferência, representantes de 193 países, irão debater sobre se a ITU – U.N. International Telecommunications Union, a União Internacional das telecomunicações das Nações Unidas, deveria expandir ainda mais a sua influência online.

Com isso, a medida daria aos governantes ao redor do mundo um aumento de poder sobre seus assuntos em relação à internet em seus devidos países, uma mudança entre o sistema atual existente no qual entidades sem fins lucrativos baseadas nos Estados Unidos estabelecem os padrões regulamentários internacionais.

Atualmente, ONGs americanas como a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), luta para manter o equilíbrio entre governo e o setor privado.

Na opinião do vice-secretário assistente adjunto do Estado, Philip Verveer, igonorando o ICANN em favor do ITU das Nações Unidas poderá desacelerar o passo à inovação, dificultando o desenvolvimento econômico global e potencialmente levando à uma era de controle sem precedents sobre o que as pessoas podem dizer ou fazer online.

Verveer explica que o controle centralizado pode ameaçar a habilidade dos cidadões do mundo inteiro de conectar-se e expresser-se de forma livre colocando o poder de tomar decisões nas mãos de governantes, que entre os quais, inevitavelmente, poderão ter atitudes e intenções ambíguas sobre o direito e a liberdade de discurso.

Mas a China, Russia, India, Brasil e muitos outros países discordam do secretário, dizendo que o ICANN desempenha um papel muito mais proeminente em determinar os padrões mundiais da Internet e acusa o governo do Estados Unidos de se opôr ao aumento do poder do ITU pois isso diminuiria a influência americana existente.

China e Arabia Saudita, por exemplo, desejam um controle mais rígido sobre o uso da Internet de sues usuários, sugerindo que as autoridade dão mais valor à liberdade de expressão do que à privacidade e segurança. Mas os valores da ICANN são de natureza occidental, o que faz com que ambos os países questionem suas influências sobre suas redes.

De qualquer maneira, as Nações Unidas provavelmente nunca suportará regimes como o de Hosnai Mubarak, que procura endurecer a Internet, já que enxerga o acesso à Internet como um direito humano. Mas os esforços de oficiais indicam que há uma enorme preocupação sobre como será a melhor forma de administrar este enorme e indispensável direito humano.

Por outro lado, enquanto a politicagem continua sobre a conferência WCIT, negociantes online estão prestando atenção. Robert McDowell, um membro da Comissão Federal das Comunicações, prevê que o controle da Internet pelas Nações Unidas permitirá mandatos internacionais para cobrar por número de cliques de certos destinos na Web e forma à arrecadar fundos para o aumento da estrutura de banda larga ao redor do globo.

Robert McDowell diz que o Google, iTunes, Facebook, e o Netflix são todos mencionados inúmeras vezes como principais fontes de fundos. Se estas taxas serão materializadas é discutível, mas se forem, companhias na Internet se oporão à estas tarifas internacionais pesadas sobre seus serviços.

Enquanto o debate continua entre os que são à favor das Nações Unidas e os que são contra, companhias e cidadãos estarão observando bem de perto, enquanto os países debatem sobre o destino do mundo online. Se as Nações Unidas aumentar o seu poder de controle sobre a Internet, negociantes e pessoas poderão ter seus acessos online reprimidos ou libertados dependendo do seu país de origem.


Comentário

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    Dapoca on 9 de agosto de 2012

    Esta guerra em prol da liberdade e privacidade online está dando o que falar. Tomara que continue sendo preservada como um direito humano, pois apesar dos perigos e crimes em potencial, a internet é uma ferramenta livre de comunicação e pesquisa e não deve ser controlada de maneira alguma.

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