Saiba como evitar ataques de cibercriminosos no aparelho móvel

Estamos vivendo um enorme marco tecnológico com avanços na tecnologia móvel, internet de alta velocidade, conexões WiFi grátis por toda parte e aparelhos sofisticados capazes de desempenhar múltiplas tarefas e se comportarem como verdadeiros mini computadores.

Toda esta comodidade é mesmo muito apreciada e útil, pois a comunicação hoje consegue romper barreiras até pouco antes inimagináveis. Com a tecnologia móvel e redes de conexão ficou possível e mais fácil se comunicar aonde quer que se vá.

O conceito dos escritórios móveis está sendo cada vez mais disseminado e o trabalho à distância já está muito comum entre muitos funcionários, seja na forma de uma simples troca de emails, compartilhamento de documentos na nuvem, conferências online, etc.

Mas em uma era digital, onde tudo é praticamente virtual, há também perigos iminentes se cuidados não forem realmente tomados. É preciso ter a consciência de que toda esta comodidade virtual também traz riscos e perigos reais.

Até pouco tempo atrás, os computadores eram alvos de hackers através de programas maliciosos e ataques de vírus na tentativa de roubar dados importantes e sigilosos, como arquivos e senhas. Hoje o perigo se estende para os smartphones, que acabam desempenhando praticamente as mesmas tarefas que computadores, porém, muitas vezes, trocando ainda mais dados no dia-a-dia que um computador pessoal comum.

Conforme o crescimento por parte dos usuários em relação aos smartphones e tablets, criminosos vistuais mostram-se mais dispostos a criar novas formas de atacarem estes aparelhos.

Os smartphones de hoje, passaram a guardar informações igualmente importantes, ao passo que são usados para acessar contas, arquivos de trabalho, trocar emails, compartilhar dados importantes, etc. E na maioria das vezes, por serem aparelhos móveis, são alvos ainda mais fáceis e desprotegidos, pois podem facilmente cair nas mãos erradas, sendo roubados ou perdidos, ou serem infectados por softwares maliciosos através de downloads indevidos ou conectados à aparelhos com vírus.

Muita gente ainda não se deu conta na quantidade de informações que um smartphone pode conter e no real valor que este aparelho pode ter para os chamados cibercriminosos. É importante que as pessoas saibam que quando se tem um aparelho, como smartphone ou tablet, todo cuidado é pouco. Os smartphones e tablets estão mais suscetíveis à danos e roubo de dados, por serem aparelhos móveis, ou seja, estão sempre em todo lugar com você, e quase sempre descuidados.

Quando se perde um aparelho, ou o mesmo é roubado, é comum as pessoas ficarem preocupadas com a perda da agenda de contatos e fotos armazenadas. Mas não é só o trabalho que se irá ter para recuperar seus contatos de telefone e emails que está em jogo.

Você já parou para pensar no que estes criminosos podem fazer com simples informações contidas nestes aparelhos? Assim como em computadores, os aparelhos móveis podem contrair vírus ou serem invadidos por hackers facilmente.

Cada um faz um uso diferente do seu smartphone, além de extensas informações de contatos, uma pessoa pode ter armazenado no aparelho emails sigilosos de empresas, mensagens de texto contendo informações que não poderiam ser divulgadas, acesso a documentos de trabalho, senhas de contas variadas, fotos pessoais, informações de onde esteve, o que costuma navegar ou comprar na web, e por aí vai.

Muita gente costuma usar o mesmo aparelho para uso pessoal e profissional, e neste caso o perigo é ainda mais eminente, pois o seu aparelho pode conter acesso a recursos ou informações sobre sua empresa, como documentos de trabalho sigilosos, compromissos da agenda, propostas, dados de clientes ou até mesmo acesso à rede interna da empresa.

Agora imagine o que poderia acontecer se o seu smartphone sofresse algum ataque virtual. Seria, no mínimo, desastroso e ainda poderia envolver mais pessoas. Um estudo desenvolvido pela Symantec, companhia americana de softwares de segurança para computadores como antivírus Norton, constatou que os vírus direcionados aos aparelhos móveis cresceram em 58% de 2012 até os dias de hoje, e vêm crescendo exponencialmente desde 2011, exatamente quando estes aparelhos passaram a ficar mais populares.

Estes vírus que atacam aparelhos móveis são capazes de, além de acessar dados pessoais, apagar dados ou prejudicar o funcionamento do aparelho, enviar mensagens sem a consentimento do usuário, roubar senhas e até invadir outros aparelhos.

Plataformas móveis como Android, iOS, Windows Mobile e Symbian hoje estão na mira destes criminosos virtuais, muito mais que os computadores pessoais, até por que, hoje em dia os mesmos computadores compartilham dos mesmos programas e arquivos que os smartphones, e muitos deles ainda estão sincronizados na nuvem ou por aplicativos, o que facilita ainda mais o ataque disseminado à ambos os aparelhos.

O sistema Android, do Google, por ser a plataforma mais utilizada globalmente, é a mais visada pelos programas maliciosos. Isso é devido ao seu sistema de código aberto, que possibilita que qualquer desenvolvedor – bem ou mal intencionado – possa disponibilizar aplicativos na sua loja virtual, Google Play, sem qualquer verificação. Tornando muito comum encontrar apps com vírus ou voltados para prejudicar estes aparelhos.

Já os aparelhos com sistema iOS, como o iPhone, iPod e iPad, da Apple, são considerados mais seguros por terem uma política de verificação de aplicativos mais rígida. No entanto, não estão imunes a arquivos mal intencionados, que podem ser contraídos por meio de páginas web e envio de arquivos infectados por e-mail.

O sistema operacional BlackBerry e o Symbian, também são suscetíveis aos ataques por arquivos maliciosos, porém em menor escala pela sua baixa popularidade no momento.

Já o Windows Phone, da Microsoft, está em pleno crescimento, assim como o interesse por parte dos desenvolvedores em relação aos vírus para este sistema.

Segundo o estudo, 32% dos malwares para aparelhos móveis pretendem roubar informações do usuário, enquanto 15% pretendem apenas rastreá-lo para vender informações para uso de marketing na web direcionado.
O conceito BYOD permite que cada vez mais, funcionários usem seus smartphones pessoais para atividades profissionais e até mesmo acessem os sistemas da empresa, como os servidores de e-mail e intranet. Com isso, ao sofrer uma ataque, todas estas informações corporativas e pessoais poderão ser fortemente comprometidas.

Mas como proteger os aparelhos destes ataques?
Usuários devem estar atentos, ao baixar aplicativos móveis. O download deve ser feito somente de aplicativos confiáveis, checando a empresa, pesquisar a respeito do desenvolvedor do aplicativo, ler os comentários dos demais usuários ou reviews online sobre o app, verificar as permissões do programa (a lista de permissões é exibida antes do aplicativo ser instalado) e evitar instalar arquivos APKs.

Uma vez que o aplicativo é instalado nos aparelhos, poderá acessar informações importantes do telefone, efetuar chamadas, e enviar dados pela internet, portanto todo cuidado é pouco ao trocar emails, acessar contas, senhas e arquivos sigilosos em lugares públicos onde a rede por estar desprotegida.

Evite também os procedimentos de desbloqueios não oficiais, como o jailbreak do iPhone, e versões modificadas de firmware. Além de causarem a perda da garantia, essas alterações podem incluir vírus ou programas que permitam o controle remoto do seu aparelho.

Evite sites desconhecidos que podem conter vírus feitos especialmente para infectar estes aparelhos. Nunca conectar à web onde não se tem o conhecimento de uma rede WiFi segura, não deixar que outras pessoas usem o aparelho, não armazenar fotos pessoais ou qualquer informação sensível em arquivos de pastas de acesso desprotegido. As redes Wi-Fi abertas podem ser utilizadas por qualquer pessoa e aumentam a exposição a riscos.

É preciso utilizar senhas de acesso ao telefone, senhas de programas importantes, utilizar programas de antivírus, fazer uso moderado de recursos de GPS e outros serviços de localização, nunca divulgar dados pessoas como senhas e informações de contato. Hoje existem aplicativos desenvolvidos especialmente para armazenar dados importante e sigilosos de forma segura, assim como administradores de senhas (leia mais sobre isso aqui).

Não permita que pessoas não autorizadas usem o seu aparelho e acessem as suas informações pessoais. Também evite deixar que baixem conteúdo no seu aparelho e descubra como bloquear o seu aparelho.

É necessário que o aparelho seja limpo de tempos em tempos e que toda a sua informação seja transferida armazenada de forma segura em outro local, e que o uso do aparelho seja sempre de forma segura e consciente de que há perigos reais no mundo virtual e que qualquer pessoa pode ser vítima de crimes cibernéticos a qualquer momento.

Por isso, é importante remover histórico de navegação e cookies, que normalmente ficam armazenadas no aparelho sem o usuário perceber, reduz a exposição do usuário a riscos, tanto relativos a roubos como a algum vírus que tente acessá-las.

Tente manter o sistema operacional do seu aparelho atualizado com suas últimas atualizações, desde que tenham sido disponibilizadas pela própria fabricante. Não deixe o Bluetooth ligado enquanto não estiver usando, isto evita que seja usado para a transferência de vírus sem o seu consentimento. Além disso, nunca aceite arquivos enviados via Bluetooth de aparelhos que você não conhece.

Procure alterar a identificação e a senha padrões, que já vem configuradas no aparelho. Já foram descobertas falhas em alguns aparelhos que permitem o roubo de dados e envio de arquivos sem autorização.
Em hipótese alguma, compartilhe o seu cartão de memória, que funciona basicamente como um pendrive, podendo infectar ou ser infectado caso passe de um aparelho para outro. Nunca conecte também um pendrive desconhecido ao seu aparelho.

A maioria das grades empresas de segurança já tem soluções antivírus móveis, procure pela melhor opção para o seu aparelho. Em último caso, restaure o seu aparelho para as configurações de fábrica. Se você não costuma ter muitos aplicativos instalados e personalizações, é a melhor coisa a se fazer caso o aparelho esteja infectado, pois a restauração remove todo tipo de vírus e malware.

(Se desejar obter mais informações sobre como manter seu aparelho seguro, acesse a seção de Dicas – Estilo de Vida – Segurança)

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Respostas


  1. AndreOliveira

    A questão da segurança em computadores e dispositivos móveis é bastante complexa. Ter um aparelho com uma conexão wi-fi usando criptografia e senha e um bom antivírus ativo não é garantia de estar livre de acessos não autorizado a informações, já que uma parte importante da segurança que faz é o próprio usuário.

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