Você acha que aprender à ler em e-readers e tablets fazem com que as crianças se tornem mais inteligentes?
A leitura está passando por mais uma outra transformação ao passo que o aprendizado está em transição do material impresso ao digital. As crianças mais jovens estão consumindo conteúdos cada vez mais em smartphones, tablets e e-readers, tanto que pesquisadores estão tentando determinar o impacto que a novidade está tendo na alfabetização, hábitos de leitura e aprendizado em geral.
A ideia não é mais um debate teórico; as crianças são condescendentes com os jogos nos smartphones e atividades. No dia-a-dia, as crianças naturalmente interagem com gestos intuitivos nas telas de tablets, habilidades que dispensam a navegação em uma revista, por exemplo, difícil e desinteressante.
Mas qual o verdadeiro efeito dos tablets e e-readers no aprendizado – Será que estes aparelhos são o prenúncio para melhores experiências educacionais, ou acabam por reduzir o vocabulário e a habilidade de soletrar, limita a resposta emocional e basicamente enfraquece o aprendizado tradicional?
A resposta para esta pergunta é “não exatamente”, ou pelo menos “ainda não”, porque enquanto pesquisas iniciais estão sendo feitas, ainda há uma grande falta de dados disponíveis para se tirar conclusões exatas, especialmente entre as crianças de 2 a 8 anos de idade.
No mês de maio, uma série de estudo rápidos foram feitos pelo Joan Ganz Cooney Center durante o Sesame Workshop, focados em dinâmicas de leitura entre pais e filhos apresentando alguns fundamentos interessantes.
O estudo observou a leitura 32 pares de pais e seus filhos entre 3 a 6 anos de idade através de livros impressos, básicos e-books, nos quais eram essencialmente livros impressos em formato digital com recursos mínimos como selecionar texto e narração de áudio, e e-books mais avançados, com recursos mais interativos com opções de multimídia como jogos, vídeos e animações interativas.
Cada par possuía um e-book mais avançado e outro mais básico, enquanto os pesquisadores gravavam a forma como interagiam, anotavam suas observações e entrevistavam os pais seguindo as tarefas. O estudo observou que tanto o livro impresso, como o e-book básico provocaram níveis similares de ações de conteúdo relacionados como nomear, apontar e elaboração verbal de recursos de narrativa, já os pais com e-book avançado se engajaram menos com o conteúdo da estória do que lendo o livro impresso.
Em relação à compreeensão dos livros, os pesquisadores concluíram que as criaças que leram os e-books avançados se recordavam de poucos detalhes da narrativa do que as crianças que leram a versão impressa da mesma estória.
Os pesquisadores presumiram que alguns dos recursos no e-book avançado tenha afetado a habilidade de memória da criança sobre a estória, pois tanto os pais quanto as crianças focaram mais a atenção nas questões sem conteúdo do que nas questões realcionadas à estória.
Em relação à diversão, tanto os e-books quanto os livros impressos foram divertidos e apreciados pelos times sem nehuma diferença entre o formato impresso e o digital, mas a interação com os e-books avançados foi maior que em ambos os outros.
Além de que, enquanto a diversão foi mais alta nos tablets mais avançados, isto não significa que o aprendizado tenha sido melhor. O estudo descobriu que o método digital fornecido possa ter gerado mais entusiasmo, mas promoveu menos compreensão. Se for este o caso, qual o melhor papel para os métodos digitais de leitura e aprendizado?
Os pesquisadores no Cooney Center esperam poder continuar as pesquisas, enquanto que ao mesmo tempo pretendem desenvolver recomendações sobre as condições sob qual tecnologia permitirá que a leitura seja mais efetiva para crianças em idades de alfabetização ou até mais jovens.
Por exemplo, designers podem se basear nos estudos para determinar e considerar a quantidade de interatividade extra que pode extrair o foco dos leitores em elementos da estória, pais podem selecionar e-books básicos para ler com seus filhos se desejam focar estritamente na alfabetização, e os materiais mais avançados podem ser melhores e mais adequados à crianças com habilidades mais avançadas de leitura que desejam construir em cima disso experiências de narrativas.
E, mais pesquisas que irão determinam o que é ganho e o que pode ser perdido na transição de crianças mais jovens dos livros impressos para os materiais digitais estão por vir. Outras áreas de exploração incluem como esta noviade pode ser traduzida em mais atividades mais intencionadas na alfabetização, aprendizado conceitual focado, e como isso poderia afetar os estudantes de outras línguas que não sejam o inglês, e outros com necessidades especiais.
Ainda, em meio à pressão para uma sala de aula digital, há de continuar pesquisas sobre as melhores formas de uso da tecnologia assim como uma disputa por recursos para suportar estes sistemas que estão evoluindo. O aprendizado não é uma coisa onde uma “proposta serve à todos”, e a afirmação é verdadeira não importa se a ferramenta é um pedacinho de graveto na areia, lápis no papel, ou uma caneta stylus em um tablet.


Muito interessante a matéria. As vezes achamos que acompanhar o avanço tecnológico adquirindo e aprendendo novas tecnologias é o suficiente, mas o mais importante é saber quando e o quanto usar estes aparelhos. A idade adequada é mesmo muito importante para ser considerada. É o mesmo debate quando surgiram os jogo de vídeo-game – os pais de preguntavam o quanto era bom e quando presentear seus filhos com os joguinhos. Limites é a solução e prestar atenção na evolução de cada um, pois cada individuo é único e evolui de forma diferente.