Enquanto o Google direciona o seu foco para o ecossistema móvel, a companhia enfrenta desafios para levar o sucesso do seu programa de anúncios para a sua plataforma móvel.
O Google divulgou um relatório robusto de seus ganhos no segundo trimestre, 21% acima que no ano passado, até mesmo com a compra da Motorola, que ainda vai gerar dinheiro para a companhia. Embora os números sejam promissores, a companhia vem tendo dificuldades com seus anúncios móveis, que andam prejudicando o valor total dos anúncios do Google, a maior fonte de renda da companhia.
O fraco desempenho dos anúncios móveis está afetando o foco principal da empresa – custos por clique em anúncios foram 16% mais baixos, e executivos do Google levantaram questões sobre a causa do declínio em uma chamada à analistas.
Contudo, nenhum destes executivos entraram em detalhes sobre os anúncios, mas citaram oscilações nas taxas estrangeiras de câmbio, particularmente na Europa, como uma possível causa do declínio. Esta explicação sugerem que existe algo à mais na jogada, algo que eles não estejam discutindo, especialmente desde que o Google relatou baixos custos por clique no trimestre passado também, portanto, este não é o primeiro sinal de problema.
Enquanto as plataformas móveis continuam à crescer em popularidade, o declínio contínuo do pagamento do Google por cliques sugere um problema que vem fervilhando à um tempo, e não um fato atual isolado.
Uma das maiores pedras no caminho para os anúncios vem da relutância dos usuários em fazer compras móveis, comparado à como costumam fazer nos computadores. Especialmente por conta de invasões de segurança de contas em todas as manchetes e uma onda de vírus móveis em expansão, muitos usuários de smartphone hesitam em fazer compras frequêntes em seus aparelhos móvies.
E sem o ímpeto de comprar, usuários móveis são menos suscetíveis à clicar em anúncios, ressaltando que seja mais provável que a ineficácia de anúncios móveis seja responsável pelo problema da diminuição de cliques do que as flutuações globais da moeda.
O Google não é a única companhia à sofrer com problemas relacionados à anúncios móveis, a inabilidade do Facebook de trazer anúncios para a sua versão móvel permanece um sufoco e pode ter influenciado as incertezas dos investidores.
Enquanto o Google, pelo menos, sabe como fornecer anúncios em aparelhos móveis, estes não são tão eficazes como os apresentados nos computadores – o que pode tornar-se um problema ainda maior ao passo que o uso de aparelhos móveis vem crescendo e computapdres tradicionais começam a ser menos populares.
O Google continua a sua transição para uma companhia centrada na mobilidade, focando no Android e lançando um tablet, enquanto está desenvolvendo ativamente um programa de nuvem. Embora estas manobras demonstrem um pensamento no futuro, elas estão tendo um efeito negativo imediato na sua publicidade, que permanece como principal gestora de lucros.
O Google está pegando a rota móvel já que é o caminho em direção à um futuro relevante, mas o estrago colateral de insegurança em relação aos sistemas de pagamentos móveis e o baixo custo por cliques poderão prejudicar a companhia se o problema não for resolvido logo.



O Google vai achar o seu caminho, como achou até agora lançando produtos e recursos variados. É normal encontrar obstáculos, especialmente quando se quer atuar em diferentes setores – antes a empresa que era somente um buscador, hoje é um gigante da tecnologia atuando em todos os mercados – lançando até aparelhos móveis próprios.